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Prémio de risco da Sonae Capital "não é atractivo"

O actual prémio de risco das acções da Sonae Capital "não é atractivo" e o "perfil de risco da empresa ainda é elevado", defendem os analistas do BPI. Os mesmos responsáveis vêem como "positivas" as declarações do presidente executivo da companhia, Belimiro de Azevedo, em entrevista ao "Diário Económico".

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 11:05
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O actual prémio de risco das acções da Sonae Capital "não é atractivo" e o "perfil de risco da empresa ainda é elevado", defendem os analistas do BPI. Os mesmos responsáveis vêem como "positivas" as declarações do presidente executivo da companhia, Belimiro de Azevedo, em entrevista ao "Diário Económico".

Relativamente à “conference call” que a companhia realizou após a divulgação dos resultados de 2008, os analistas do BPI destacam que “não houve grandes notícias adicionais”. “Salientamos mais uma vez a indicação positiva de que as oito reservas no Tróia Resort concedem e a confiança da empresa na renovação do seu programa de papel comercial por mais dois anos”, refere o BPI.

O banco de investimento adianta que acredita que “o perfil de risco da Sonae Capital ainda é elevado”, considerando nomeadamente “a limitada visibilidade de resultados” e a elevada dependência da evolução das vendas imobiliário no actual ambiente macroeconómico.

O BPI acrescenta ainda que o “price-to-book value” (rácio financeiro utilizado para comparar o capital próprio de uma empresa à sua capitalização bolsista) para 2009 “parece atraente (0,38 vezes se ajustado pelo activo intangível), mas pensamos que o actual prémio de risco do título não é atractivo”.

Entrevista de Belmiro de Azevedo “positiva” para a Sonae Capital

Em entrevista ao “Diário Económico”, Belmiro de Azevedo avançou que a empresa vai continuar a reorganizar o seu portfólio de negócios, o que pode implicar novos desinvestimentos, incluindo a posição na Norscut. O presidente da Sonae Capital sublinhou que o foco da companhia deverá manter-se nas actividades de turismo, nomeadamente resorts, e no desenvolvimento de propriedades residenciais de elevada qualidade.

Belmiro de Azevedo (na foto) afirmou, também, que a empresa não tem problemas financeiros, descartando um possível aumento de capital devido às actuais condições de mercado.

A equipa de analistas qualifica o impacto destas declarações de “positivo”, pois “o presidente-executivo da Sonae Capital está a afastar um possível aumento de capital, o que vemos como um sinal de que a renegociação da dívida de 141 milhões de euros em 2009 (52% da sua dívida total) está a caminho, incluindo o programa de papel comercial de 110 milhões de euros no próximo mês de Agosto”.

O banco também acredita “que mais desinvestimentos detidos pela Spred podem actuar como um ‘trigger’, enquanto deve também elevar o foco da empresa no seu negócio ‘core’”.

O BPI tem uma recomendação de “comprar” para a Sonae Capital e um preço-alvo de 0,85 euros.

As acções da empresa seguiam a desvalorizar 2,04% para os 0,48 euros.

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