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PT não deve aceitar menos de 3,5 mil milhões para vender a Vivo

Uma equipa de executivos da Portugal Telecom (PT) esteve em "road show" e deu indicações aos analistas que a operadora não pretende sair da Vivo a curto prazo. Os analistas do Citigroup, um dos bancos de investimento que esteve com Zeinal Bava, dizem que

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 28 de Novembro de 2007 às 12:33
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Uma equipa de executivos da Portugal Telecom (PT) esteve em "road show" e deu indicações aos analistas que a operadora não pretende sair da Vivo a curto prazo. Os analistas do Citigroup, um dos bancos de investimento que esteve com Zeinal Bava, dizem que a PT não deve aceitar menos de 3,5 mil milhões para sair da Vivo.

Zeinal Bava esteve em "road show" com analistas e fez-se acompanhar por alguns dos administradores da Portugal Telecom (PT) [PTC], entre os quais o CFO, Luis Pacheco de Melo.

A operadora de telecomunicações deu indicações aos analistas de que não sente nenhuma pressão de vender a Vivo a curto prazo, tendo em conta a melhoria no desempenho operacional daquela que é a maior operadora móvel do Brasil.

A empresa é controlada, em partes iguais, pela PT e pelos espanhóis da Telefónica que já deram indicações de querer ficar com a parte detida pelos portugueses.

Em Julho deste ano, César Alierta disse numa entrevista conjunta ao "Financial Times" e ao "Expansión" que estaria disposto a pagar 3 mil milhões de euros pela parte da PT na Vivo.

Os analistas do Citigroup, que estiveram reunidos com a PT no âmbito do "road show", dizem que "a PT deverá apenas considerar a saída deste investimento se lhe for oferecido mais de 3,5 mil milhões de euros".

De acordo com o banco, a PT deverá continuar o seu programa de venda de activos não "core", prevendo a alienação da participação detida em Macau (por 158 milhões de euros) e da posição em Marrocos (avaliada em 451 milhões de euros).

A equipa de analistas liderada por James Rivett diz ainda que a PT reiterou o plano de remuneração aos accionistas, esboçado aquando da oferta pública de aquisição (OPA) da Sonaecom.

Segundo as contas do banco norte-americano, o "dividend yield" acumulado das acções da PT para o período de 2007 a 2009 é de 17,5%.

Em relação ao programa de recompra de acções próprias, que prevê gastar 2,1 mil milhões de euros na compra de um mínimo de 16,5% do capital, o Citigroup diz que a PT deverá proceder ao cancelamento dessas acções até à próxima assembleia geral de accionistas em Abril de 2008. As contas do banco de investimento apontam para um cancelamento de até cerca de 22% do valor de mercado.

A casa de investimento tem uma recomendação de "manter" para as acções da PT, com um preço-alvo de 10,40 euros. As acções da operadora negociavam hoje em queda de 0,65% para os 9,24 euros.

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