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Reforma dos impostos diferidos em Portugal teria impacto de 1,5 mil milhões de euros para BCP e BES

Caixa BI considera que reforma sobre os impostos diferidos activos em Espanha tem um impacto "positivo" para a banca nacional. Caso alterações fossem aplicadas em Portugal, BCP seria o mais beneficiado.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 02 de Dezembro de 2013 às 09:22
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O conjunto de reformas sobre os impostos diferidos activos (DTA) anunciados em Espanha terá um impacto positivo para os bancos nacionais se for adoptado em Portugal, considera o Caixa BI. O banco estima um impacto de 1,5 mil milhões de euros no reforço do capital do BCP e do BES, caso estas reformas sejam adoptadas em Portugal.

 

“A potencial adopção dos mesmos critérios para os DTAs em Portugal, traduziria-se num impacto positivo, de perto de 1,2 mil milhões de euros no caso do BCP (cerca de 250 pontos base em matéria de rácio Core TIER I) e de 300 milhões de euros no caso do BES (cerca de 50 pontos base em sede de Core TIER I)”, destaca o analista André Rodrigues.

 

O Caixa Bi adianta que as reformas deverão incluir “a possibilidade de conversão dos DTA relacionados com diferenças temporárias em activos sob a forma de ‘tax receivables’, considerando ainda para efeito de análise as perdas ocorridas com os fundos de pensões”. Em causa está a possibilidade de os activos por impostos diferidos não terem que ser deduzidos aos fundos próprios dos bancos, ao contrário do que está para já previsto na transposição da directiva europeia sobre requisitos de capital (CRDIV), que entra em vigor em Janeiro próximo. Além de Espanha, também Itália já procedeu a esta alteração, para evitar a penalização dos bancos.

 

O BCP seria, então, a instituição mais beneficiada pela adopção destas medidas no País. “Poderia permitir ao banco acelerar o reembolso de uma parte relevante dos três mil milhões de euros de obrigações CoCo que tem em balanço”, o que teria um impacto muito positivo para as acções, uma vez que iria diminuir o principal risco da instituição neste momento, que tem que ver com a sua capacidade para reembolsar o empréstimo estatal.

 

A mesma nota destaca que o BCP terminou o terceiro trimestre do ano com um Core Tier I de cerca de 12,7%, enquanto o BES registou um rácio de 10,4%, tendo em conta os cálculos de Basileia II.

 

“Esperamos ter algum fluxo de notícias sobre esta matéria nas próximas semanas, na medida em que acreditamos que os bancos nacionais vão reforçar a sua argumentação junto das respectivas autoridades”, conclui o analista André Rodrigues na mesma nota. 

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