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Reservas por certificar podem adicionar 5,20 euros às acções da Galp

O Millennium Investment Banking colocou em revisão a recomendação e o preço-alvo para as acções da Galp Energia por considerar que a avaliação que tem para a petrolífera já não reflecte o valor da empresa. O banco de investimento afirma que as reservas de

Paulo Moutinho 06 de Março de 2008 às 12:53
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O Millennium Investment Banking colocou em revisão a recomendação e o preço-alvo para as acções da Galp Energia por considerar que a avaliação que tem para a petrolífera já não reflecte o valor da empresa. O banco de investimento afirma que as reservas de petróleo, de 1,3 mil milhões, podem adicionar ao "target" da companhia 5,20 euros por acção.

O principal destaque da conferência com analistas, onde a Galp apresentou as novas metas para as suas divisões, foi o anúncio de que existem "1,3 mil milhões de barris de petróleo de reservas por certificar", sendo que está já comprovada a existência de 773 milhões de barris no poço do Tupi Sul, no Brasil.

"Se assumir-mos metade do valor actual que estamos a utilizar para o Tupi (5 dólares, em vez de 10 dólares por barril), o impacto seria de 5,20 euros por acção (da Galp)", afirma o analista Pedro Mendes, do Millennium IB que optou por colocar a avaliação da petrolífera em revisão.

"Dadas as novas informações, acreditamos que o nosso preço-alvo (de 15,30 euros) já não reflecte os dados publicamente conhecidos, como tal colocámos a acção em revisão", salienta o banco de investimento que classifica os resultados de 2007, apresentados ontem, de "pobres".

Apesar das contas terem ficado abaixo das estimativas, para o Millennium IB "no pensamento dos investidores há coisas mais importantes", destaca o banco, numa clara alusão às perspectivas de aumento da base de reservas de petróleo no poço do Tupi Sul, e de novas descobertas.

As acções da Galp [galp pl] estão a reagir em forte alta ao "Outlook 2012" apresentado hoje pela empresa. Os títulos seguiam a valorizar 7,78% para 16,49 euros, tendo avançado um máximo de 7,84% durante a sessão. À cotação actual, a empresa liderada por Ferreira de Oliveira está avaliada no mercado em 13,68 mil milhões de euros.

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