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Resultados da Impresa em linha com as previsões

Os resultados anuais de 2007 ontem apresentados pela Impresa saíram em linha com o estimado pelos analistas do Millennium bcp e do Caixa BI, não trazendo grandes surpresas. Já os responsáveis do BPI consideram os números divulgados “ligeiramente negativos

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 06 de Março de 2008 às 10:40
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Os resultados anuais de 2007 ontem apresentados pela Impresa saíram em linha com o estimado pelos analistas do Millennium bcp e do Caixa BI, não trazendo grandes surpresas. Já os responsáveis do BPI consideram os números divulgados "ligeiramente negativos".

Ontem após o fecho do mercado, a Impresa anunciou, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que terminou 2007 com resultados líquidos de 18,09 milhões de euros, um valor que representa um crescimento de 9,9% face a 2006. A empresa beneficiou de lucros de receitas recorde atingidos pela SIC.

As receitas cresceram 9,7% para 280 milhões de euros, devido às aquisições efectuadas, enquanto o EBITDA, aumentou 14,4% para 46,2 milhões de euros, o que implicou uma melhoria na margem EBITDA para 16,5%, mais 0,4 pontos percentuais do que no ano anterior.

"Não se registaram grandes surpresas, tendo as receitas anuais atingido os 280 milhões de euros (estimativa de 278 milhões de euros), o EBITDA de 46,2 milhões de euros (versus 45,8 milhões de euros) e os resultados líquidos de 18,1 milhões de euros (versus 17,2 milhões de euros)", refere o Millennium bcp no "Diário de Acções" de hoje. A mesma fonte acrescenta que após estes números, reitera a recomendação de "compra" com um preço-alvo de 2,00 euros para o final do ano.

Já o Caixa BI, que tem uma recomendação de "acumular" e um preço-alvo de 2,60 euros para a empresa de Pinto Balsemão, sublinha que os resultados foram em linha com as suas estimativas "evidenciando um crescimento de dois dígitos nas receitas e no EBITDA e uma melhoria da margem EBITDA apesar de em 2007 a performance da Impresa ter sido negativamente afectada pelos baixos níveis de audiências". O banco de investimento frisa, ainda, que a entrada em funções da nova equipa de programação as audiências iniciaram já uma tendência de recuperação.

"Conjunto de resultados ligeiramente negativos" leva BPI a ajustar estimativas

O BPI considerou os números apresentados pela Impresa um "conjunto de resultados ligeiramente negativos" o que vai originar um ajuste nas suas estimativas, não antecipando uma alteração na recomendação de "comprar". O preço-alvo é de 2,10 euros.

"O EBITDA consolidado do quarto trimestre ficou ligeiramente acima da nossa estimativa (+2%). Contudo, isto poderá ser revertido (7% abaixo das estimativas) se ajustar o ganho de capital de 1,5 milhões de euros com a venda de um activo imobiliário na divisão de jornais", refere o BPI no "Iberian Daily" de hoje.

O mesmo banco acrescenta que, em termos de divisões, a performance da TV ficou abaixo do previsto, as revistas ficaram aproximadamente em linha com os jornais, a Impresa Digital e os custos de "holding" registaram um comportamento melhor do que o esperado.

Contudo, a esta performance operacional abaixo do esperado foi em parte compensada pela dívida líquida que foi mais baixa do que o esperado em termos anuais. O BPI sublinha que o mercado já concentra as suas atenções no comportamento da empresa de media em 2008 e, neste sentido, apresenta uma mensagem positiva ao manter o seu "guidance" e as audiências televisivas têm vindo a melhorar nos últimos dois meses, superando as previsões do banco.

As acções da Impresa [IPR] seguiam em alta de 0,62% para os 1,62 euros.

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