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Resultados da Novabase levam Millennium a ponderar aumento de estimativas

Os resultados da Novabase, que apesar de apresentarem um prejuízo no primeiro semestre do ano, revelaram um desempenho melhor que o esperado pelos analistas. Desta forma O BPI espera um impacto positivo nos títulos da empresa e o Millennium refere mesmo que poderá rever em alta as estimativas para a tecnológica.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 12:54
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Os resultados da Novabase, que apesar de apresentarem um prejuízo no primeiro semestre do ano, revelaram um desempenho melhor que o esperado pelos analistas. Desta forma, o BPI espera um impacto positivo nos títulos da empresa e o Millennium refere mesmo que poderá rever em alta as estimativas para a tecnológica.

Os prejuízos da Novabase foram de 2,1 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que compara com um lucro de 3,89 milhões de euros no mesmo período de 2007, divulgou ontem a empresa em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os prejuízos verificados pela tecnológica estão relacionados com o encerramento da Mobility Solutions, que levou a um aprovisionamento de 8,8 milhões de euros.

O EBITDA do grupo aumentou em 26% para os 13,58 milhões de euros e a margem de EBITDA foi reduzida devido ao enfraquecimento da divisa norte-americana que tem diminuído a contribuição dos projectos internacionais.

A equipa de analistas do BPI, afirma que estes resultados deverão ter um impacto positivo nos títulos da empresa uma vez que os resultados do segundo trimestre apresentaram números “saudáveis” e superaram as estimativas do banco de investimento.

Os analistas do BPI destacam como boas notícias o desempenho da divisão digital, que “surpreendeu uma vez mais” e que se deve a um forte desempenho devido ao melhoramento do seu “produto mix” e ao crescimento das vendas em Portugal para a Meo da Portugal Telecom (PT).

Também positiva esteve a área de engenharia que mostrou “um forte melhoramento” da sua rentabilidade e a taxa de juro efectiva, que se situou nos 19,6% devido a projectos de Investigação e Desenvolvimento (I&D), e que foi inferior aos 31,5% estimados.

Por outro lado, o banco de investimento destaca como notícias negativas o facto dos custos financeiros líquidos terem sido superiores ao esperado pelos analistas, essencialmente devido ao financiamento da TechnoTrend. Também o desempenho operacional da sua área de consultadoria foi inferior ao esperado devido ao impacto da desvalorização do dólar e ao aumento dos custos com pessoal.

O BPI atribuiu uma recomendação de “acumular” e um preço-alvo de 5 euros para os títulos da Novabase.

O Millennium referiu mesmo que tem “possivelmente espaço para rever as nossas estimativas em alta” depois dos dados ontem revelados.

O banco de investimento destaca a área de engenharia onde as margens “apresentam uma robustez interessante” e o facto de, relativamente aos resultados do ano anterior, a área de televisão apresenta margens mais positivas e “sustentáveis”. Já as margens de consultoria foram mais penalizadas do que o esperado pelo banco.

O Millennium acrescenta ainda que o fundo de maneio, uma área crítica, poderá significar que “o pior já terá passado”.

O banco de investimento atribuiu uma recomendação de “reduzir” e um preço-alvo de 4,35 euros. Os títulos da Novabase seguiam a desvalorizar 0,83% para os 4,79 euros.

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