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Resultados da PT marcados pela deterioração da Vivo e queda das receitas da TMN

Os resultados do primeiro semestre da Portugal Telecom deverão ser marcados pela continuação da deterioração da Vivo, unidade brasileira, e pela queda das receitas da TMN, de acordo com a Lisbon Brokers.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 25 de Agosto de 2006 às 12:46
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Os resultados do primeiro semestre da Portugal Telecom deverão ser marcados pela continuação da deterioração da Vivo, unidade brasileira, e pela queda das receitas da TMN, de acordo com a Lisbon Brokers.

A Portugal Telecom (PT) deverá registar um resultado líquido de 341,2 milhões de euros, no primeiro semestre, o que representa um aumento de 31,7% face ao mesmo período do ano passado. Contudo se analisados os trimestres, nos três meses terminados em Junho os lucros caíram 38,2% face ao primeiro trimestre do ano, segundo os cálculos da casa de investimento.

No que respeita às receitas, os números deverão crescer 3,3% para os 3,12 mil milhões de euros no primeiro semestre. A casa de investimento manteve o preço-alvo de 11,70 euros para a PT, com uma recomendação de «comprar».

«A principal história do segundo trimestre de 2006 será a continuação da deterioração da Vivo» não apenas no que respeita à quota de mercado como também na «diminuição das margens», segundo uma nota de «research» da Lisbon Brokers, assinada pelo analista John dos Santos.

A casa de investimento prevê que as receitas da Vivo aumentem em 5,7% no segundo trimestre, apesar «de representar uma evolução trimestral» reduzida. Para o semestre, a Lisbon Brokers estima que a operadora móvel brasileira contribua com 1,1 mil milhões de euros para as receitas, o que corresponde a um aumento de 17,2% face ao período homólogo.

A margem de EBITDA da Vivo deverá atingir o «nível mais baixo de sempre no segundo trimestre de 2006, nos 11%», adianta a mesma fonte.

Redução de tarifas e tráfego fixo-móvel afectam TMN

As telecomunicações móveis continuam a ser afectadas pela diminuição do tráfego fixo-móvel, assim como da redução programada das tarifas de terminação móvel.

Estes factores devem ter um impacto significativo nos resultados da TMN, defende a Lisbon Brokers. A empresa de telecomunicações móveis do grupo PT deverá verificar uma quebra de 22% das receitas para os 679,6 milhões de euros, apesar dos números representarem um aumento de 1,1% em termos trimestrais, devido ao contributo do campeonato de futebol do Mundo, que decorreu na sua maioria no segundo trimestre.

O EBITDA da TMN deverá cair 5m4% para os 316 milhões de euros no primeiro semestre.

Crescimento da PT Multimédia «saudável» mas não «espectacular»

John dos Santos considera que a PT Multimédia, que continua «virtualmente sem concorrência», deve ter registado um desempenho «como habitual», o que significa que é «um crescimento saudável, mas não espectacular nem melhor», e que está aquém dos pares.

«Dizemos isto porque o mercado dominante [da PT Multimédia] de serviços de televisão paga falhou em cativar subscritores com as ofertas dos novos produtos», de acordo com a casa de investimento.

A Lisbon Brokers prevê que as receitas da PT Multimédia aumentem 2,4% para os 312,8 milhões de euros, com um acréscimo de 10% do EBITDA para os 104,2 milhões de euros.

A casa de investimento manteve inalterada a recomendação de «comprar» e o preço-alvo de 11,00 euros para a PT Multimédia.

John dos Santos considera que, com o aproximar da data e, que deverá ser conhecida a decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom ao Grupo PT, «os resultados do primeiro semestre vão ser na maior parte ignorados».

As acções da PT [ptc] seguiam a perder 0,41% para os 9,77 euros e a PT Multimédia [ptm] recuava 0,52% para os 9,50 euros.

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