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Retalho alimentar impulsiona "bom conjunto de resultados" da Sonae SGPS

Os analistas revelaram-se hoje agradados com os resultados dos primeiros nove meses do ano apresentados pela Sonae SGPS, que superaram as estimativas do consenso. Os especialistas destacam a contribuição dos números da área de retalho alimentar.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 12:51
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A empresa liderada por Paulo Azevedo anunciou ontem, após o fecho do mercado, que registou lucros de 98 milhões de euros nos primeiros nove meses contra 32 milhões de euros registados no período homólogo.

Os resultados líquidos, atribuíveis aos accionistas, aumentaram 66 milhões de euros “apesar das mais-valias de 33 milhões de euros reconhecidas nos nove meses de 2009,comparativamente aos 13 milhões de euros registados nos nove meses de 2010”. Já EBITDA aumentou 6,6% para os 493 milhões de euros.

Banif IB fala de “um conjunto de resultados positivo”

O Banif IB refere no “Morning Call” de hoje que a Sonae SGPS apresentou resultados “ligeiramente acima das nossas estimativas ao nível operacional”. “Vemos este como um conjunto de resultados positivo, conduzido principalmente por um bom desempenho nas suas unidades de retalho”.

O banco de investimento sublinha que “a empresa continuou a reforçar a sua quota de mercado no retalho alimentar”. Quanto à Sonae Sierra, o banco de investimento adianta que o desempenho negativo da sua actividade internacional “melhorou numa base trimestral”.

O Banif tem as acções da empresa sob revisão.

Caixa BI qualifica resultados de “fortes”

“Os resultados foram fortes, com a empresa a mostrar uma margem EBITDA resistente”, refere Teresa Caldeira, no Daily de hoje .A analista do Caixa BI sublinha que “o grande destaque vai para a margem no retalho alimentar” que s situou nos 6,3% o que compara com os 5,9% do período homólogo.

Esta evolução foi determinada pelo aumento da quota de mercado, pelas melhorias ao longo da estrutura de custos operacionais, pelo aumento do fornecimento internacional para as marcas próprias e pelo impacto das campanhas promocionais, sobretudo aquelas que incidem no cartão de fidelidade.

O mesmo banco realça, contudo, “que as vendas ficaram ligeiramente abaixo do consenso de mercado”. O Caixa BI recomenda “comprar” acções da Sonae SGPS as quais avalia em 1,35 euros.

ESER acredita que empresa está “preparada para lidar com a austeridade”

O aspecto que merece mais destaque nos resultados da Sonae SGPS, por parte do Espírito Santo Equity Research (ESER), é a evolução da margem EBITDA que foi melhor do que o esperado no retalho alimentar e não-alimentar pelo segundo trimestre.

Este comportamento “reforça a nossa visão de que a Sonae está preparada para lidar com a austeridade”. O banco manteve o “rating” de “comprar” e o preço-alvo de 1,10 euros que confere à companhia.

O mesmo banco de investimento sublinha que os resultados relativos ao terceiro trimestre ficaram 55% acima das suas previsões e superaram em 34% as expectativas do consenso “principalmente devido à melhoria homóloga de 190 pontos base na margem EBITDA das operações de retalho alimentar”.

“Retalho alimentar registou um desempenho incrível”, diz o BPI

O BPI defende que os resultados da Sonae SGPS deverão ter um impacto “positivo” nas suas acções, ao ficarem “acima das nossas estimativas assim como do consenso”, devido a um desempenho “muito forte” da sua área de retalho alimentar.

O banco de investimento afirma mesmo que “o retalho alimentar registou um desempenho incrível, significativamente acima das nossas estimativas pelo melhor desempenho da margem”.

O banco, que tem as acções da empresa sob revisão, destaca que vê espaço para aumentar as estimativas, face à evolução estável das margens que assume actualmente para 2010, em pelo menos 50 pontos base. O BPI alerta ainda para os desafios que deverão advir, em 2011, das medidas de austeridade em Portugal e para as perspectivas negativas em termos de consumo privado.

Morgan Stanley realça resultados “fortes”, apesar da conjuntura macroeconómica nacional

A nota hoje publicada pelo Morgan Stanley intitula-se “resultados do terceiro trimestre significativamente mais fortes do que o esperado, apesar de um ambiente macroeconómico difícil em Portugal”.

O banco de investimento sublinha que, há dez dias, reviu em alta as suas previsões para os resultados relativos ao terceiro trimestre da Sonae SGPS e, ainda assim, os números ontem reportados “ficaram confortavelmente acima” das suas expectativas e do consenso.

“Continuamos a acreditar que os temas macro e sócio-demográficos que a Sonae enfrenta se irão intensificar significativamente nos próximos meses, para uma empresa que continua a gerar cerca de 95% dos seus resultados em Portugal”, destaca Edouard Aubin. Contudo, o banco elogia a execução da empresa desde o início e ganhou quota de mercado.

Um aspecto desapontante deste conjunto de resultados é, segundo o Morgan Stanley, “a performance das operações de retalho não-alimentar da Sonae”. A recomendação atribuída é de “underweight” com um preço-alvo de 0,82 euros.

Millennium IB destaca “bom desempenho operacional”

“Acreditamos que o mercado pode reagir positivamente a estes números, reflectindo o bom desempenho ao nível operacional”, avança o Millennium Investment Banking (IB). Este banco sublinha os “fortes números” no retalho especializado.

O Millenniu IB acrescenta que o EBITDA beneficiou dos números surpreendentes no retalho alimentar”. O banco confere uma recomendação de “comprar” e uma avaliação de 1,30 euros ao título.

As acções da cotada seguem a somar 1,62% para os 0,816 euros.

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