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Santander sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 11,5 euros

Os analistas do banco atribuem um potencial de subida de 13% à Jerónimo Martins depois da apresentação de resultados da retalhista esta manhã.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 15:36
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O Santander reviu em alta o preço-alvo da Jerónimo Martins, de 10,32 para 11,5 euros, o que confere à retalhista um potencial de subida de 12,9% face ao fecho da sessão de ontem, quando se fixou nos 10,18 euros.

A dona do Pingo Doce apresentou hoje os resultados do terceiro trimestre e dos primeiros nove meses do ano, que foram superiores ao esperado pelos analistas, o que tem estado a catapultar a sua negociação em bolsa.

A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos segue a subir 5,84%, para 10,775 euros, depois de já ter estado a escalar 8,01% para um novo máximo histórico de 10,995 euros.

“Os resultados da JM no terceiro trimestre foram excelentes e melhores do que as previsões mais optimistas do mercado, tanto em termos de receitas como de margens”, sublinha a nota de “research” do Santander, assinada por Jaime Vázquez, Borgja Olcese e Luís Colaço.

Segundo estes analistas, o principal impulsionador foi o aumento da margem da Biedronka, que subiu em 94 pontos base no terceiro trimestre, para 8,8%, contra 7,9% no período homólogo do ano passado. É precisamente este o principal factor para o Santander elevar em 6% as suas estimativas para o lucro por acção entre 2010 e 2012. Os referidos analistas, que mantêm a recomendação de “comprar” para a retalhista, projectam o lucro por acção da JM em 46 cêntimos este ano, em 56 cêntimos em 2011 e em 64 cêntimos em 2012.

“Consideramos que a JM é uma das poucas empresas do sector com capacidade para registar um crescimento de dois dígitos e para reduzir substancialmente a sua dívida”, sublinha a nota de análise.

O Santander destaca como principais oportunidades da Jerónimo Martins os “muitos anos de crescimento que tem pela frente na Polónia”, o potencial do Pingo Doce (em termos de número de estabelecimentos, o potencial em Portugal é limitado, mas apresenta capacidade de aumento da quota de mercado) e a entrada num novo país. Os analistas do banco estão convictos de que a retalhista entrará num novo país nos próximos dois anos e pensam que o Brasil e a Colômbia são hipóteses que fazem sentido.

Em termos de fraquezas, a análise destaca os hipermercados, dizendo que a JM não tem uma especialização forte no ramo não-alimentar e que está a proceder a um “downsizing” dos seus nove hipermercados em Portugal.

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