Research Seis casas de investimento sobem avaliação da Jerónimo Martins após resultados

Seis casas de investimento sobem avaliação da Jerónimo Martins após resultados

A Jerónimo Martins foi alvo de várias notas de análise desde que revelou os seus números do primeiro trimestre. Seis casas de investimento decidiram aumentar a sua avaliação da retalhista.
Seis casas de investimento sobem avaliação da Jerónimo Martins após resultados
Sara Antunes 29 de abril de 2019 às 11:10

A Jerónimo Martins revelou os resultados do primeiro trimestre do ano na sexta-feira, e desde então várias casas de investimento se pronunciaram sobre a dona dos supermercados Pingo Doce. A maior parte das notas de research mantiveram as suas perspetivas para a cotada, mas houve várias que elevaram o preço-alvo da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos. 

A Jerónimo Martins teve um lucro de 72 milhões de euros no primeiro trimestre, o que corresponde a uma quebra de 14,5% face ao mesmo período do ano passado. Este resultado ficou aquém das estimativas dos analistas. Mas as ações reagiram em forte alta, subindo mais de 6,5%. E porquê? A Bloomberg explica que em causa estão os dados da Polónia. 

Apesar da quebra de lucros estar relacionada precisamente com a Biedronka, os investidores ficaram positivamente surpreendidos com a queda relativamente limitada das vendas na cadeia de supermercados polaca, tendo em consideração os efeitos de calendário e a proibição de abertura aos domingos, segundo o analista Konrad Grygo, da Erste.

Estes resultados levaram assim a que muitas casas de investimento reavaliassem a Jerónimo Martins. Desde sexta-feira, 26 de abril, até esta manhã, foram já seis os bancos que emitiram notas onde aumentaram o seu preço-alvo para a empresa, de acordo com a informação que consta na Bloomberg. O Negócios não teve acesso a nenhuma das notas de análise, devido às novas regras de research, que tornaram o acesso a estas notas difícil. 

O HSBC elevou de 12,50 euros para 14 euros a sua avaliação; o Kepler Cheuvreux subiu de 13,2 para 14,35 euros; o Exane BNP Paribas de 17 para 18 euros; o JPMorgan de 15 para 18,50 euros; o Mainfirst de 15,50 para 16 euros e o Barclays de 12,50 para 13,20 euros. 

Esta subidas, e a manutenção por parte das outras instituições, elevaram o preço médio da Jerónimo Martins para 14,54 euros, tendo em consideração 23 casas de investimento. Esta avaliação média está 0,5% abaixo da atual cotação. 

As ações da Jerónimo Martins estão a cair 1,25% para 14,61 euros esta sessão, a aliviar parte dos ganhos registados na sexta-feira. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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