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SG corta "target" do BCP para 3,2 cêntimos com "assuntos por resolver"

O SG está mais cauteloso para o BCP. O banco francês reduziu a sua recomendação e preço-alvo para os títulos, apontando os assuntos por resolver no sector bancário português, que podem pressionar as acções.

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Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 02 de Junho de 2016 às 10:03
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Assuntos por resolver no sector bancário português. É esta a justificação apontada pelo Société Générale (SG) para reduzir a recomendação do BCP para "neutral" e o preço-alvo para 3,2 cêntimos. Numa nota para o banco português, os analistas antecipam maiores provisões para o malparado e admitem a necessidade de aumentar capital.


O SG cortou a sua avaliação para as acções do BCP de cinco cêntimos para 3,2 cêntimos, enquanto a recomendação passou de "comprar" para "neutral". Numa nota a que o Negócios teve acesso, o analista Carlos Garcia-Gonzalez explica que há ainda muitos assuntos por resolver no sistema bancário, que podem pressionar as acções do banco.


A transferência das obrigações do Novo Banco para o BES, o aumento de capital na CGD e a ausência de uma solução no BPI são alguns dos assuntos por resolver citados pelo SG. Já "a proposta para um banco mau é positiva para a estabilidade financeira, mas não necessariamente para os accionistas", explica o "research".


Face a estas questões, Carlos Garcia-Gonzalez antecipa a necessidade de mais provisões para carteiras de créditos vencidos [NPL na sigla original]. O SG prevê agora que as provisões do malparado sejam de 140 pontos base em 2016, 130 em 2017 e 110 em 2018.


Mais capital, com menos lucros


O banco francês reviu em baixa ainda as expectativas para os resultados do BCP. "Enquanto as nossas estimativas para os lucros por acção para 2016 estão inalteradas em 0,004 euros, baixamos as nossas previsões para 2017 e 2018 para 0,004 e 0,007 euros, respectivamente", face aos anteriores 0,006 e 0,008 euros, diz a mesma nota.


Relativamente ao interesse do BCP no Novo Banco, o SG refere que é "um acordo que exigiria 1,6 a dois mil milhões de euros em novo capital". Além disso, o BCP tem ainda 750 milhões de euros em CoCo’s para devolver, realça o banco de investimento.


O especialista lembra que o BCP pediu autorização para reembolsar 200 milhões de euros da ajuda estatal, sem recorrer a um aumento de capital, mas o banco francês mantém uma posição diferente: "o BCP vai ser obrigado a recolocar esse capital".

As acções do BCP estão a recuperar esta quinta-feira, 2 de Junho. O banco valoriza 4,4% para 2,85 cêntimos, depois dos títulos terem encerrado em mínimos históricos na última sessão, nos 2,73 cêntimos.

A justificar este comportamento negativo das acções esteve um "research" do Goldman Sachs, que inclui o BCP na lista dos bancos mais vulneráveis.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

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