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SG: Galp Energia será "a única petrolífera europeia a aumentar lucros em 2015"

O banco de investimento francês cortou as estimativas para o preço do petróleo, mas reviu em alta as projecções para as margens. E, por isso, melhorou as previsões de resultados da petrolífera nacional. Mas a avaliação foi cortada.

Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Moutinho 08 de Outubro de 2015 às 12:26
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O Société Générale está menos optimista para as cotações do petróleo, mas antecipa um aumento das margens de refinação para as petrolíferas. Uma perspectiva que levou o banco de investimento francês a elevar as suas projecções de resultados para a Galp Energia, a única do sector europeu que deverá conseguir apresentar um crescimento dos seus lucros em 2015. Ainda assim, a avaliação foi revista em baixa.

"Ajustámos as novas estimativas para preços baixos de Brent", antecipando um valor médio de 55 dólares (65 dólares, na anterior previsão), para o final de 2017 passou para 65 dólares (era de 80 dólares), e 70 dólares no final de 2018 (face aos anteriores 80 dólares). E, a longo prazo, "utilizamos um valor de 75 dólares (contra os anteriores 80 dólares)", refere a nota de investimento.


Ao mesmo tempo que cortou as previsões para o petróleo, "aumentámos a nossas estimativas de margens de refinação de 4 para 5,2 dólares por barril no final de 2016 e de 3 para 4,5 dólares em 2017". Neste sentido, "subimos as previsões para os lucros por acção da Galp Energia em 29% e a nossa previsão para 2017 em 15%", mas a avaliação caiu de 11,50 para 11,20 euros. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva está a cotar nos 10,28 euros, pelo que o potencial é de 8,9%. A recomendação é de "manter".


Na perspectiva do Société Générale, a Galp Energia tem um "perfil único entre as empresas petrolíferas integradas", salientando que "o elevado crescimento na produção" permite-lhe beneficiar de uma "cobertura natural face aos preços baixos do petróleo". "Como tal, a Galp Energia deverá ser a única no sector a ver um crescimento nos resultados entre 2014 e 2015", estimando-o em 51%.


Crescimento zero?

Apesar da visão optimista do banco de investimento para o curto prazo, o Société Génerale alerta para o facto de o crescimento anual agregado dos resultados da petrolífera portuguesa ser de zero nos próximos anos. "Consideramos que as margens de refinação atingiram um pico em 2015 e devem começar a sair lentamente a partir de 2016. Esta queda lenta deverá anular totalmente o impacto positivo do aumento da produção entre 2015 e 2017".


Neste sentido, "esperamos que o crescimento anual agregado dos resultados entre o final de 2015 e 2017 será próximo de zero, o que será o crescimento mais fraco entre as petrolíferas integradas europeias". "Dito isto, a geração de fluxos de caixa deverá quase pagar o dividendo, o que significa que o rácio da dívida, que já é alto (40% no final de 2016), não atingirá níveis alarmantes", remata.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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