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Société Générale corta avaliação da EDP em 19% e recomenda "vender"

O banco francês considera que as expectativas do mercado em relação aos resultados de 2016 e 2017 da eléctrica são "demasiado elevadas". Sustentabilidade dos dividendos está "em dúvida". Acções caem mais de 3%.

Miguel Baltazar/Negócios
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 07 de Março de 2016 às 09:07
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O Société Générale cortou o preço-alvo da EDP de 3,10 euros para 2,60 euros. Ao mesmo tempo, reviu em baixa a recomendação para as acções de "manter" para "vender". O banco francês considera que as estimativas do consenso dos analistas são "demasiado elevadas" e defende que a sustentabilidade dos dividendos "está em dúvida".

O banco francês desceu as suas previsões de lucros por acção para 2016, 2017 e 2017 em 7,2%, 8,6% e 9,7%, respectivamente. Isto porque os analistas identificam alguns factores que podem pesar de forma negativa nas contas da eléctrica liderada por António Mexia (na foto).


"Na nossa opinião, as expectativas do mercado em relação aos resultados para 2016 e 2017 são demasiado elevadas; não podemos descartar novas medidas regulatórias em Portugal com impacto negativo nos resultados da empresa; a sustentabilidade do dividendo está em dúvida (elevada parcela dos lucros distribuída aos accionistas); e a grande subida nos CDS não vai ajudar a empresa altamente alavancada a optimizar o custo da sua dívida", sublinha o banco de investimento.


Os analistas do Société Générale sublinham que os baixos preços de energia vão "passar ‘factura’ nos próximos anos quando as protecções terminarem" e que as instalações hidráulicas não estão a responder "como esperado", enquanto o Brasil "apenas vai recuperar gradualmente". Além disso, "o ambiente económico e político em Portugal não está a ajudar", conclui.


"Acima de tudo isto, com base nas nossas estimativas, o ‘payout’ [parcela dos lucros distribuída em dividendos] está a alcançar níveis elevados (81% em 2016 e 78% em 2017), enquanto as métricas do crédito estão longe de ser confortáveis", acrescenta o banco de investimento. Deste modo, "pensamos que o retorno do dividendo de 6,4% não é suficiente para suportar a acção", acrescenta.


"Os principais catalisadores são a formação de um governo em Espanha e a aprovação do Orçamento de 2016 em Portugal", realça o banco de investimento que vê ainda como risco positivo "preços de energia e margens de distribuição superiores ao esperado, bem como a valorização do real brasileiro e do dólar americano face ao euro".


As acções da cotada seguem a desvalorizar 3,89% para os 2,768 euros. Face a esta cotação, a nova avaliação representa um potencial de queda de 6%.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

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