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Société Générale: "O BCP não vai falhar" os testes de stress

A casa de investimento Société Générale acredita que o BCP não vai falhar os testes de stress. Mas mesmo que falhe, o preço da acção já descontou este evento.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Outubro de 2014 às 11:07
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"Somos da opinião que o BCP não vai falhar" os testes de stress, uma vez que tem estado sob escrutínio "nos últimos dois anos". Além disso, "o BCP foi autorizado a reembolsar 2,2 mil milhões de euros" de ajuda estatal.

 

Esta análise foi divulgada depois de o Barclays ter emitido uma nota de análise onde identifica o BCP como um dos bancos com maior risco de não conseguir passar nos testes de stress.

 

Este é o cenário central do Société Générale. Mas a casa de investimento analisou a hipótese de o BCP falhar os testes. E, neste caso, a venda dos activos na Polónia será obrigatória. "Aos preços actuais, a venda [da unidade polaca] aumentaria o Core Tier 1 para 12,1% e o nosso preço-alvo seria reduzido para 12,5 cêntimos" dos actuais 13 cêntimos.

 

A casa de investimento adianta que é ainda incerto o preço a que a unidade polaca poderá ser vendida, mas "por cada queda de 10% no valor dos activos polacos, a avaliação do BCP desce 2,5%", explica o analista Carlos Garcia Gonzalez, que assina a nota de análise a que o Negócios teve acesso.

 

O Société Générale identifica os principais riscos para o BCP, que estão, essencialmente, relacionados com questões económicas: défices orçamentais mais elevados, subida das "yields" e um crescimento económico desapontante. "O chumbo nos testes de stress pode ser negativo para a acção, apesar de acreditarmos que já está mais do que descontado no preço", explica o analista.

 

A casa de investimento decidiu assim manter o preço-alvo em 13 cêntimos, o que confere às acções um potencial de valorização de 59% face aos actuais 8,2 cêntimos a que as acções estão a transaccionar em bolsa. A recomendação foi mantida em "comprar".

 

Na sexta-feira, o Barclays emitiu uma nota de análise onde coloca o BCP entre oitos bancos europeus em maior risco de chumbar nos testes de stress devido ao risco de a conversão de impostos diferidos em créditos fiscais não ser contabilizada.  

 

As acções do BCP seguem a subir 2,5% para 8,2 cêntimos.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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