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Sonae dispara mais de 10% em bolsa

As acções da Sonae SGPS valorizaram mais de 10% na Euronext Lisbon, tendo atingido o valor máximo em mais de um ano, depois da «holding» de Belmiro de Azevedo ter anunciado o encaixe de 280 milhões com a venda de activos imobiliários, na sequência do anún

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 01 de Outubro de 2003 às 14:36
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As acções da Sonae SGPS valorizaram mais de 10% na Euronext Lisbon, tendo atingido o valor máximo em mais de um ano, depois da «holding» de Belmiro de Azevedo ter anunciado o encaixe de 280 milhões com a venda de activos imobiliários, na sequência do anúncio dos resultados semestrais.

Os títulos da empresa [SON] subiram um máximo de 10,64% para os 0,52 euros, um valor que não era atingido, em termos de fecho, desde 29 de Agosto de 2002. Foram negociados 25,23 milhões de acções até às 14h de Lisboa.

A empresa anunciou ontem a criação de um fundo imobiliário, o SIERRA, que vai permitir à SGPS beneficiar, no terceiro trimestre deste ano, de um resultado extraordinário consolidado de cerca de 280 milhões de euros e de um impacto de 190 milhões de euros nos resultados líquidos após interesses minoritários com a venda de 49,9% do referido fundo.

«Isto é muito positivo para a Sonae SGPS», afirma a analista Maria de Lurdes de Pinho do BPI, na sua nota diária de análise. «A alavancagem dos activos da Sonae Imobiliária era uma das maneiras possíveis para reduzir a dívida e financiar os exigentes planos de investimento da sua unidade de centros comerciais», acrescenta a mesma fonte.

A operação consiste na transferência das posições detidas pela Sonae SGPS em 18 centros comerciais em Portugal e Espanha para o fundo SIERRA, que será comprado em 49,9% por investidores estrangeiros, onde se incluem o Stichting Pensioenfonds, o grupo composto pela Caisse des Dépôts et Consignations, Cnp Assurances e Ecureuil Vie e ainda a Tiaa-Cref.

O fundo terá capitais próprios de 1,08 mil milhões de euros, dos quais 1,3 mil milhões de euros relativos à participação dos Fundo Sierra nos 18 centros comerciais que a Sonae controla em Portugal e Espanha – activos cujo valor mercado é de 2,4 mil milhões de euros.

«Este negócio vai permitir à Sonae a redução da dívida consolidada em 16% dos 3,33 mil milhões de euros no final do primeiro semestre deste ano para os 2,79 mil milhões de euros», refere o Espírito Santo Research no seu «daily».

O fundo, que fica com o compromisso de adquirir 20 activos actualmente em desenvolvimento pela empresa, irá ainda gerir 540 milhões de euros de capitais de terceiros, o que permitirá à Sonae Imobiliária «financiar o seu ‘portfolio’ de novos projectos» em desenvolvimento na Europa. A Imobiliária garantiu ainda a injecção de capitais adicionais ao fundo nos próximos quatro anos.

A Sonae Imobiliária garantiu dos restantes investidores do fundo que estes assumem compromissos de providenciar capitais adicionais ao Fundo Sierrra, durante um período de quatro anos.

Ambas as casas de investimento realçam que a operação coloca um valor de mercado nos activos imobiliários na Sonae, um dos problemas da Sonae Imobiliária e que levou à sua retirada do mercado.

O BPI considera ainda que as acções da SGPS ficam com margem de subida. «Se o mercado reduzir o nível de desconto atribuído à SGPS (de cerca de 10 pontos percentuais), no médio prazo poderemos assumir um ‘upgrade’ de 9 cêntimos, uma vez que a empresa tem vindo a mostrar o desenvolvimento de esforços para reestruturar o grupo e reduzir o seu endividamento», afirma a analista Maria de Lurdes Pinho.

A Sonae anunciou ontem um lucro líquido de 2,7 milhões de euros, no primeiro semestre do ano, contra um prejuízo de 51,6 milhões de euros no período homólogo, devido a ganhos extraordinários de 97,5 milhões de euros.

As acções da Sonae seguiam nos 0,51 euros, a subir 8,51%

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