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S&P diz perspectiva para dívida da Brisa se mantém «estável» (act)

A S&P atribuiu uma notação de AA- para a dívida da Brisa de curto prazo e de A1+ para o longo prazo, após a aquisição de uma posição na Acesa. O «outlook» permaneceu estável, mas poderá ser comprometido com uma polícia de aquisições mais agressiva.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 26 de Setembro de 2002 às 12:59
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A Standard & Poor"s (S&P) atribuiu uma notação de AA- para a dívida da Brisa de curto prazo e de A1+ para o longo prazo, após a aquisição de uma posição na Acesa. O «outlook» permaneceu estável, mas poderá ser comprometido com uma polícia de aquisições mais agressiva.

Este estudo, datado de hoje, surgiu em reacção à compra de 5,77% da espanhola Acesa, numa operação que custou à Brisa [BRISA] 218,5 milhões de euros. Esta compra, segundo aquela agência de notação financeira, fez-se com recurso ao crédito bancário de curto prazo, e deverá ser refinanciada em 2003.

A dívida da concessionária de auto-estradas, ajustada à nova aquisição, rondava, a 30 de Junho de 2002, os 1,9 mil milhões de euros.

Apesar deste limiar de dívida estar acima das expectativas da S&P para o final do ano, «a taxa de crescimento do tráfego e a consequente geração de cash-flow estão acima das estimativas».

Política de aquisição mais agressiva poderá comprometer «rating»

A agência de notação norte-americana acrescenta que, dada a actual tendência de crescimento do tráfego, a Brisa terá ainda algum espaço para novos investimento com recurso a dívida, além do desembolso necessário para completar a sua rede de auto-estradas.

No entanto, «se a empresa adoptar uma estratégia de aquisição mais agressiva e não conseguir manter o rácio dos fundos libertos das operações face às despesas de pagamentos de juros acima dos 4%, o "rating" poderá vir a estar sob pressão».

As acções da Brisa seguiam com um valorização de 0,4% para os 5,07 euros.

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