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Telecel, PT e Telefónica Móviles são as telecoms preferidas pelo ES Research

A Vodafone Telecel, a PT e a Telefónica Móviles são, por ordem de preferência, as operadoras de telecomunicações ibéricas preferidas pelo ES Research, pois estão menos expostas aos mercados emergentes.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 09 de Julho de 2002 às 11:50
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A Vodafone Telecel, a Portugal Telecom (PT) e a Telefónica Móviles são, por ordem de preferência, as operadoras de telecomunicações ibéricas preferidas pelo ES Research, pois são as que apresentam menores exposições aos mercados emergentes.

A concentração da actividade da Telecel [TLE] a 100% em Portugal e o dividendo de 0,07 euros, coloca a operadora móvel no topo da preferência do ES Research, que atribui um preço-alvo de 10 euros, com um potencial de subida de 42%, num estudo divulgado hoje.

A PT [PTC] é a segunda escolha no leque das telecoms ibéricas, «mesmo estando a negociar ligeiramente acima do sector em termos de múltiplos». A PT tem uma quota de mercado nas actividades fixas que ascende a 90%, e lidera no sector móvel com uma fatia de 45%. Estes factores, aliados ao anúncio do aumento dos dividendos a serem distribuídos em 2002, justificam a escolha do banco de investimento.

O ES Research, tal como acontece com a Telecel, recomenda «compra» para as acções da operadora liderada por Miguel Horta e Costa, sugerindo um preço-alvo de 9,6 euros, o que incorpora um potencial de valorização que perfaz 36%.

A operadora móvel espanhola Telefónica Móviles aparece em terceiro lugar, já que detém uma das quotas de mercado mais elevadas em Espanha, cerca de 56% no sector de telefonia móvel. A exposição à América Latina é menor do que a apresentada pela Telefónica, e o mercado doméstico, segundo os cálculos do ES Research, representa 80% do valor da empresa. O preço objectivo de 8,6 euros tem um potencial de subida de 86%.

Operadores alternativos com dificuldades

A SonaeCom [SNC] é a única da lista das seis telecoms analisadas pelo banco que mereceu uma recomendação de «neutral», embora o preço-alvo de 3,1 euros indicie um potencial de ganho de 39%.

Segundo a fornecedora de acesso à Internet, o Clix da SonaeCom, os preços para os consumidores finais da ADSL não são viáveis economicamente para os novos operadores.

Na opinião do ES Research, este cenário é «positivo» para a PT, reforçando a sua liderança, mas «negativo» para os operadores alternativos, nomeadamente a Novis, ONI e Jazztel.

Ontem, a Telepac, o ISP do Grupo Portugal Telecom, apresentou o ADSL.PT, um produto que permite o acesso à Internet por banda larga. Este novo pacote terá uma mensalidade de 34,99 euros para o mercado residencial.

Em relação à OniWay, que continua ser chegar a um acordo de interligação com a Telecel e Optimus, o ES Research considera esta situação de indefinição «negativa» para a unidade de telecomunicações Electricidade de Portugal (EDP), com a responsabilidade deste situação imputada à entidade que regula o sector, a Anacom.

A Telefónica é o operadora ibérica mais exposta à América Latina, e o «cenário político no Brasil, deverá continuar a pressionar o real brasileiro». Apesar da Telefónica ser a operadora que apresenta um maior potencial de valorização, de 86%, a curto prazo, enquanto não se inverter o sentimento do mercado, «continuará a sofrer uma pressão de baixa».

As acções da Vodafone Telecel desvalorizavam 0,14% para os 6,99 euros, a PT cedia 0,15% a marcar 6,84 euros, enquanto a SonaeCom resvalava 0,45% para os 2,21 euros.

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