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Título prevê redução de 200 milhões na dívida da Jerónimo Martins

A dívida líquida consolidada da Jerónimo Martins no final de 2004 deverá quedar-se em 500 milhões de euros, face aos 700 milhões de euros no final de 2003, segundo as estimativas da Título que avalia a distribuidora em 1,258 mil milhões de euros, consider

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 12 de Julho de 2004 às 12:42
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A dívida líquida consolidada da Jerónimo Martins no final de 2004 deverá quedar-se em 500 milhões de euros, face aos 700 milhões de euros no final de 2003, segundo as estimativas da Título que avalia a distribuidora em 1,258 mil milhões de euros, considerando estar a desconto face ao sector.

Num estudo sobre a Jerónimo Martins [JMAR] com a data de 9 de Julho, a Título reviu as estimativas em função do plano de expansão da empresa, «sobretudo em novas oportunidades de negócio em Portugal, bem como a aposta na Polónia, que se tem revelado positiva».

O analista Filipe Cancela recomenda «acumular» as acções da Jerónimo Martins, avaliando a empresa em 1,258 mil milhões de euros, ou seja, 10 euros por acção. Para o exercício de 2004, a Título aguarda um crescimento das vendas de 2,6% para os 3,506 milhões de euros, com a margem EBITDA a progredir de 8,1% para os 8,3%.

Valorização das acções do BCP ajuda resultados

A Jerónimo Martins «tem assumido o compromisso de reduzir a sua dívida» que, no primeiro trimestre de 2004 registou uma redução de cerca de 100 milhões de euros, face ao valor registado em 31 de Março do ano transacto, com o consequente impacto ao nível dos encargos financeiros (menos 10%, segundo a Título).

O nível de endividamento, «seguindo a sazonalidade própria dos negócios do grupo», subiu em relação ao final do ano de 2003, representado a dívida financeira cerca de 280% do montante de fundos próprios («gearing») no final do período em análise.

A redução de 10% nos encargos financeiros e os 4,8 milhões de euros de itens não recorrentes, «devido essencialmente à valorização dos títulos em carteira do BCP, e dos derivados sobre as acções do BCP, contribuíram para o forte crescimento dos resultados líquidos», acrescenta o analista Filipe Cancela.

Jerónimo mais «confortável» para comprar posição de 49% da JM Retalho

Num cenário de venda da posição da Ahold na Jerónimo Martins Retalho (JM Retalho), a Jerónimo Martins tem direito de preferência, «sendo o valor apontado para a participação na ordem dos 370 milhões de euros», de acordo com a Título. A Jerónimo controla 51% da JM Retalho.

O banco de investimento considera que, caso da retalhista holandesa decidir efectivamente vender a posição que detém na JM Retalho ao grupo Jerónimo Martins, ou no caso do grupo decidir por investimentos adicionais na parte industrial, «com o aumento de capital a distribuidora nacional estará numa posição financeira mais confortável».

Acções a desconto face às congéneres

A distribuidora, segundo Filipe Cancela, encontra-se a negociar a P/E (rácio da cotação sobre os lucros por acção), de 19,1 vezes e 17,4 vezes face aos resultados previsionais de 2004 e 2005, respectivamente.

A estes níveis, «a retalhista encontra-se a negociar a desconto, face à média do sector» de 20,5 vezes em 2004 e 21,2 vezes para 2005. As congéneres confrontadas foram a Modelo Continente, a Ahold, a Carrefour, a Metro e a Casino.

As acções da Jerónimo Martins negociavam em subida de 0,71% para 9,97 euros, elevando para 7,69% o ganho acumulado em 2004, num ano em que a empresa já esteve a perder um máximo de 17%.

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