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UBS diz integração da Brisatel avalia ONI em 718 milhões

A transferência da participação da Brisa na área de telecomunicações por uma posição de 17% na ONI, operadora de telecomunicações da EDP, avalia esta última em 718 milhões de euros (144 milhões de contos), segundo um estudo da UBS Warburg.

Bárbara Leite 21 de Agosto de 2001 às 13:29
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A transferência da participação da Brisa na área de telecomunicações por uma posição de 17% na ONI, operadora de telecomunicações do Grupo Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] avalia esta última em 718 milhões de euros (144 milhões de contos), segundo um estudo da UBS Warburg.

A troca da posição da Brisa [BRISA] na área das telecomunicações e da participação de 4% que a concessionária detinha na ONI Way foi realizada por um valor de 122 milhões de euros (24,45 milhões de contos), de acordo com o mesmo estudo, datado de Agosto.

A consolidação da Brisatel, «holding» que agregava as posições na concessionária de auto-estradas na área de telecomunicações na ONI, é considerada positiva pela UBS Warburg.

Pedro Baptista, analista da UBS Warburg que realizou o estudo, explicou ao Negocios.pt que a principal vantagem deste acordo consiste na «redução da exposição da Brisa ao sector de telecomunicações, que não é o seu “core-business”».

Além disso, com esta transferência de activos, a Brisa «adquiriu experiência na gestão de telecomunicações que não tinha» e que teria de investir para vir a ter, acrescentou o mesmo analista.

Este acordo com a ONI trouxe vantagens para a concessionária liderada por Van Hoof Ribeiro, uma vez que o investimento «não será tão alto como estava anteriormente previsto», disse Pedro Baptista.

A rede de telecomunicações da ONI cobre mais de 85% da população nacional e alcançou 42,6% de quota de mercado, em minutos, dos novos operadores de telecomunicações.

A ONI estima alcançar o «break even» do «cash flow operacional, ou EBITDA, em 2004 e lucros em 2005.

A Brisa detém 17% da ONI, a EDP [EDP] é titular de uma posição de 56%, o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] participa em 22,8% e a Galp Energia em 4,2%, após este acordo entre a ONI e a Brisa.

UBS reitera «preço alvo» de 13 euros para Brisa

Este estudo reitera o anterior «preço alvo» de 13 euros (2.606 escudos) para a concessionária de auto-estradas, com uma recomendação de «compra» para as referidas acções.

No mesmo estudo, o analista avança que em 2002 deverão existir 31 áreas de serviço em Portugal, das quais a Brisa aufere uma percentagem sobre receitas.

A Via Verde, com 1,3 milhões de subscritores, o que equivalente a 35% do parque automóvel em Portugal, é responsável por 50% do montante cobrado pela concessionária nas portagens de auto-estrada, permitindo ainda a poupança de custos com pessoal da empresa.

Segundo o estudo, cada via verde substitui 12 empregos.

A aquisição de 20% da brasileira Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), que concorre a sete concursos de novas concessões no Brasil, será uma alavanca para o crescimento da Brisa, segundo a mesma fonte.

A UBS Warburg estima que a CCR alcance o «break even» em 2002, com a crise argentina e a desvalorização do real a não terem impacto significativo na Brisa, visto o investimento na companhia brasileira representar apenas 4% da capitalização bolsista da Brisa.

As acções da EDP cotavam nos 2,97 euros (595 escudos), a subir 0,68%, enquanto a Brisa ganhava 0,1% para cotar nos 10,06 euros (2.017 escudos).

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