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Venda do Loteamento Efanor pela Sonae Capital pode ditar "grande dividendo" em 2019, diz BPI

A Sonae Capital encaixou 30 milhões de euros com uma alienação. Os analistas do BPI não esperam um "grande impacto" no preço-alvo da empresa, Mas o negócio poderá, contudo, beneficiar o valor do dividendo.

Paulo Duarte/Negócios
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 16 de Novembro de 2018 às 10:51
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A venda do Loteamento Efanor, anunciada esta quinta-feira pela Sonae Capital, representa um encaixe de 30 milhões para a cotada. Um negócio que, para os analistas do BPI, poderá abrir caminho a um "potencial novo grande dividendo a ser distribuído em 2019".

Esta é uma das conclusões incluídas no comentário que o BPI faz da venda do projecto Efanor. Outra das vantagens que pode decorrer deste negócio, também elencada pelos especialistas, é a desalavancagem do balanço da empresa liderada por Miguel Gil Mata (na foto).

Em 2018, a empresa do grupo Sonae distribuiu 15 milhões pelos accionistas – menos que os 25 milhões de 2017 e em linha com a quantia dirigida aos accionistas em 2016.  

Já a avaliação que os analistas fazem da cotada, incluindo o preço-alvo para as acções, não deverá sofrer "um grande impacto" decorrente da venda do projecto Efanor. "Vemos valor na Sonae Capital e esperamos que as acções continuem a ser guiadas pelo momento favorável do turismo e dinâmica do imobiliário em Portugal", lê-se na nota de research.

Para o BPI, esta venda representa "a conquista de mais um marco no plano de alienação de activos da empresa", depois de já ter sido concluída a venda de uma parcela do empreendimento de Tróia, a UNOP 3, a uma empresa francesa por 20 milhões de euros, revelou a empresa no passado mês de Junho.

Na primeira sessão depois do anúncio da alienação, a Sonae Capital está a ceder 0,65% para os 76 cêntimos em bolsa, depois de já ter estado a cair 2,09% para os 74,9 cêntimos.

O "Loteamento Efanor" tem 104.785 metros quadrados de área bruta de construção acima do solo, na sua grande maioria destinada a construção residencial. Há ainda uma pequena parcela destinada a serviços.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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