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Venda da participação da Eni na Galp "não deverá ocorrer no curto prazo"

Américo Amorim defendeu ontem que o futuro da Galp Energia deve passar pela parceria entre os accionistas portugueses e a angolana Sonangol, caso a italiana Eni decida sair do capital da petrolífera portuguesa. No entanto, os analistas do ESR, consideram que a venda desta participação "não deverá ocorrer no curto prazo" devido ao acordo que existe entre os accionistas.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 11:03
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Américo Amorim defendeu ontem que o futuro da Galp Energia deve passar pela parceria entre os accionistas portugueses e a angolana Sonangol, caso a italiana Eni decida sair do capital da petrolífera portuguesa. No entanto, os analistas do ESR, consideram que a venda desta participação "não deverá ocorrer no curto prazo" devido ao acordo que existe entre os accionistas.

A possibilidade da Eni vender a sua participação de 33,3% na Galp Energia “não é nova mas não deverá ocorrer no curto prazo” devido ao acordo que existe entre os accionistas.

Este acordo – em vigor até 2014 – proíbe qualquer accionista da empresa de deter mais de 33,34% do capital da petrolífera portuguesa. Actualmente, a Eni e a Amorim Energia detêm, cada uma, 33,3%, o Governo português 7%, a CGD 1% e outros 25,32%. A Sonagol está presente no capital da Galp Energia através da Amorim Energia, da qual é accionista.

Américo Amorim admitiu que este acordo pode ser alterado ou antecipado. De acordo com Américo Amorim, o CEO da Eni, Paolo Scaroni, já admitiu várias vezes que prefere sair do capital da Galp, caso não consiga controlar a empresa.

Os analistas do BPI consideram que o impacto da entrevista de Amorim é "neutral" mas "serve para recordar ao mercado a importância estratégica da Galp Energia para os accionistas com interesses no sector do petróleo e do gás".

O BPI tem um preço-alvo de 9,60 euros e uma recomendação de "comprar" para a Galp Energia. E o ESR atribui um "target" de 12,60 euros e uma recomendação de "comprar" à petrolífera portuguesa.

As acções da Galp Energia seguiam a perder 0,50% para negociar nos 9,12 euros por acção.

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