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Venda de activos de distribuição da EDP no Brasil pode ser usada para crescer na geração

A eventual alienação dos activos de distribuição da subsidiária da EDP no Brasil é vista com bons olhos pelos analistas do BPI, que atribuem impacto "potencialmente positivo" ao facto da empresa ter admitido estar em conversações para vender activos de distribuição no país.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 10:18
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A eventual alienação dos activos de distribuição da subsidiária da EDP no Brasil é vista com bons olhos pelos analistas do BPI, que atribuem impacto “potencialmente positivo” ao facto da empresa ter admitido estar em conversações para vender activos de distribuição no país. O banco sublinha que a mais-valia com a venda dos activos de distribuição pode ser canalizada para o crescimento do negócio de geração.

No seu “Iberian Daily” de hoje, o banco de investimento adianta que “o negócio de distribuição da Energias do Brasil tem sofrido revisões de perda de valor nos últimos anos”.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da EDP Energias do Brasil, António Pita de Abreu, adiantou que a EDP estabeleceu contactos com empresas interessadas nos seus activos de distribuição eléctrica no Brasil.

Sublinhando que para a subsidiária brasileira “o plano é crescer em geração”, António Pita de Abreu explicou em São Paulo que “enquanto no negócio da geração se trabalha para gerar mais dinheiro, na distribuição trabalha-se para não se perder dinheiro”.

O responsável da EDP no Brasil informou ainda que o objectivo é aumentar a sua capacidade de geração em 24% nos próximos três anos, passando dos actuais 1.702 megawatts (MW) para 2.116 MW em 2012. A ampliação da capacidade de geração de electricidade, considerada por António Pita de Abreu um negócio “mais previsível”, deverá absorver dois terços dos investimentos futuros.

Na sua análise, o BPI lembra que a Energias do Brasil vendeu a sua maior distribuidora de energia, a Enersul, no ano passado, permanecendo as unidades Escelsa e Bandeirante, que representaram 54% do EBITDA da empresa no Brasil na primeira metade do ano.

A equipa de “research” do BPI, que atribui um “target” de 4 euros à EDP, com uma recomendação de “compra”, realça que está a avaliar a Energias do Brasil ao seu valor de mercado, que tem uma capitalização bolsista de 1,66 mil milhões de euros.

“Assumindo que a distribuição vale 50% da capitalização de mercado, isso poderia representar, na nossa visão, mais de 600 milhões de rendimento bruto”, que poderia ser utilizado para aumentar a comercialização de geração do grupo, considera a casa de investimento.

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