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Venda de activos permitirá à Sonae financiar projectos internacionais, dizem os analistas

Com as taxas de arrendamento perto de mínimos históricos, a venda de activos será vantajosa para a Sonae Sierra, dizem os analistas. O objectivo é financiar projectos internacionais.

Bruno Simão/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 10:13
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A Sonae Sierra está a vender activos imobiliários em Portugal, entre os quais os centros comercias Colombo, Vasco da Gama e NorteShopping. Uma decisão avançada pelo semanário Expresso e confirmada pela empresa, cujo objectivo será financiar o desenvolvimento de projectos internacionais. E os analistas destacam que a empresa irá beneficiar dos baixos arrendamentos.

"A Sonae Sierra tem actualmente quatro grandes projectos em curso", destaca Filipe Rosa. Numa nota de análise, o analista da Haitong, que comprou o BESI, explica que em causa está um projecto de 47 milhões de euros na Colômbia, um de 180 milhões na Roménia, um de 100 milhões em Marrocos e, por fim, um de 115 milhões em Espanha.

Para o especialista, esta decisão tem um impacto "neutral" na Sonae. "Apesar de vermos esta como uma boa altura para vender importantes centros comerciais em Portugal, precisamos de aguardar para ver a avaliação alcançada pela Sierra, de modo a concluir o impacto na Sonae", explica Filipe Rosa.

"Relembramos que, segundo a Cushman and Wakefield, a taxa de arrendamento de importantes centros comerciais em Portugal caiu para apenas 5,5% no segundo trimestre, o que não está longe dos 5% que equivalem um mínimo de 10 anos", atira o especialista. Por isso, conclui, uma vez que os imóveis em causa "estão entre as melhores unidades em Portugal, esperamos que a taxa de arrendamento alcançada pela Sierra seja igual ou até inferior ao nível de 5,5%".

"O foco da estratégia de reciclagem de capital da empresa é expandir no estrangeiro", nota a equipa de análise do BPI. E tal como Filipe Rosa, estes especialistas destacam também que "a Sonae quer beneficiar da tendência de queda das taxas de arrendamento em Portugal, cristalizar valor e, ao mesmo tempo, angariar fundos para expandir no estrangeiro".

E a equipa do BPI aponta ainda que "as tendências de consumo em Portugal estão muito maduras". Por isso, explica, "as perspectivas de uma maior valorização das suas propriedades em Portugal são mais limitadas". O BPI acrescenta que Portugal equivale a 43% da área brutal arrendável da Sierra e que a empresa é responsável por 13% do preço-alvo da Sonae.

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