Câmbios Boris quer alterar lei para impedir extensão da fase de transição do Brexit. Libra derrapa

Boris quer alterar lei para impedir extensão da fase de transição do Brexit. Libra derrapa

Boris Johnson, o atual e reeleito primeiro-ministro britânico, quer fazer uma alteração à lei britânica para garantir que a fase de transição do Brexit não dure mais do que onze meses. Possível não entendimento assusta libra.
Gonçalo Almeida 17 de dezembro de 2019 às 08:36
Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, quer fazer uma alteração na lei do país para garantir que o período de transição do Brexit, após o dia 31 de janeiro, não se prolongue por mais de onze meses até 2021, pondo novamente a relação com a União Europeia à prova. 

Na sua medida mais arrojada desde que foi eleito, Boris Johnson pretende agora que o período de negociação com a União Europeia, após o seu divórcio oficial, não se prolongue para lá do final do próximo ano, para evitar que aconteça o mesmo que aconteceu com o acordo económico e comercial entre a União Europeia e o Canadá, que demorou sete anos até ser oficializado.

No entanto, não se espera que os negociadores da União Europeia aceitem este desfecho com facilidade e poderá resultar numa nova vaga de negociações pós-divórcio sem acordos. Até porque, e apesar da maioria no parlamento lhe dar flexibilidade para mudar a lei, o que estava estabelecido anteriormente é que essa fase transitória poderia ser prolongada até mais dois anos, para lá desse período de onze meses. Os representantes do bloco têm alertado para a dificuldade em selar um entendimento até onze meses.   

Como reação, a libra esterlina derrapou e segue agora a depreciar meio por cento para os 1,326 dólares.

Se desde que saíram as primeiras sondagens, que davam maioria absoluta ao Partido Conservador de Boris Johnson, até às eleições gerais a libra escalou 10,72% face ao dólar, a partir do momento em que os resultados mostraram uma vitória dos "Tories" com maioria na Câmara dos Comuns, no passado dia 13 de dezembro, a divisa britânica perdeu 1,95%.


Depois do Reino Unido deixar a União Europeia, a 31 de janeiro, ambos os lados entram no chamado período de transição, que serve para se negociarem alguns pontos que não ficaram concluídos e para suavizar os impactos que esta alteração possam ter. 

Após conquistar uma maioria absoluta nas eleições gerais da passada quinta-feira, dia 12 de dezembro, Boris tenta agora forçar um término das negociações com a imposição de uma data final - onze meses após a saída oficial (ou seja, 31 de dezembro de 2020). Significa que, mesmo que nenhum dos termos negociado tenha sido acordado entre os dois lados da barricada, o Reino Unido deixa de estar sujeito às leis do bloco.



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