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Constâncio: BCE só olha para a taxa de câmbio do euro na perspectiva da inflação

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vitor Constâncio, disse hoje que a instituição apenas tem em conta a taxa de câmbio do euro quando avalia as perspectivas para a inflação, não intervindo sobre a taxa de câmbio.

Lusa 12 de Fevereiro de 2013 às 15:09
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"A única consideração que fazemos sobre a taxa de câmbio é ver qual é o efeito que tem sobre as perspectivas para a inflação futura, essa é a única consideração a fazer", disse Constâncio em Helsínquia, citado pela agência financeira Bloomberg.


"O euro é uma moeda flutuante e nós respeitamos os princípios do G7 e do G20" de que "uma moeda flutuante deve ser deixada para o mercado e isso significa que a taxa de câmbio não deve ser alvo de políticas".

 

Constâncio disse ainda que enquanto "não houver uma guerra de moedas em curso", a intervenção do BCE deve ser evitada.


O G7 afirmou hoje que "uma volatilidade excessiva" das taxas de câmbio pode ter consequências negativas na estabilidade económica e financeira, numa altura em que os receios de uma guerra de divisas foram recentemente reanimados pelo Japão.

 

"Uma volatilidade excessiva e movimentos desordenados das taxas de câmbio podem ter implicações desfavoráveis para a estabilidade económica e financeira", estimam os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais das sete economias mais desenvolvidas do mundo, em comunicado publicado hoje pelo Reino Unido, que actualmente preside o G7.

 

"Vamos continuar a consultar-nos estreitamente sobre as taxas de câmbio e a cooperar de forma apropriada", lê-se ainda na nota.

 

Os responsáveis reafirmam também o seu "compromisso de longo prazo para que as taxas de câmbio sejam determinadas pelo mercado", garantindo que não vão fixar "um objectivo de taxa de câmbio".

 

"As nossas políticas orçamentais e monetárias vão manter-se orientadas para os nossos objectivos nacionais respectivos, utilizando instrumentos nacionais", referem.

 

A recente injecção monetária do Japão reavivou, sobretudo na Europa, os receios de uma guerra de divisas entre grandes potências, tentadas as desvalorizá-las artificialmente para tornar os seus produtos mais competitivos para as exportações.

 

O G7 é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália e Japão.

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