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Emissão de dívida portuguesa e declarações da Fed levam euro a máximo de seis meses

A possibilidade de mais medidas de estímulo por parte da Reserva Federal norte-americana está a penalizar o dólar. A contribuir estão também aliado as emissões de dívida de países europeus.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 22 de Setembro de 2010 às 14:47
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O euro está a subir mais de 1% e já tocou no valor mais alto desde há seis meses com a informação de que será dada ajuda monetária pela Fed caso seja necessário.

Além disso, também a venda de 750 milhões de euros de obrigações portuguesas hoje de manhã e a compra da quantidade máxima de dívida de Espanha e Irlanda no dia de ontem estão a contribuir para o terceiro dia consecutivo da escalada da moeda única europeia.


A divisa sobe 1,04% para os 1,3402 dólares mas um analista ouvido pela Bloomberg defende que a moeda pode subir para os 1,35 dólares, com o enfraquecimento do dólar devido às preocupações sobre a qualidade do balanço da Fed, depois da autoridade ter comprado dívida e admitir comprar mais.

“A possibilidade de mais facilidades da Fed está claramente a subir, o que está a fragilizar o dólar”, disse o estrategista Stephan Maier à agência noticiosa, acrescentando que “o mercado pode estar a antecipar-se a demasiada ajuda”.

Pelo contrário, o leilão de obrigações portuguesas está a fazer com que as preocupações em relação ao ambiente económico na região se estejam a acalmar. Isto depois de ontem as emissões de dívida realizadas por Espanha e pela Irlanda terem sido bem recebidas pelo mercado. Muitas outras moedas estão a subir face ao dólar, como é o caso do iene.

A divisa nipónica já apreciou 1% desde que o Governo japonês interveio no mercado cambial a 15 de Setembro para fazê-la descer de máximos de 15 anos em relação ao dólar.
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