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EUA retiram China da lista dos manipuladores de moeda (act.)

Estava previsto que a administração Trump anunciasse esta segunda-feira que iria retirar a China da lista dos países manipuladores de moeda, a dois dias da assinatura da 'fase um' do acordo comercial parcial. Ao final do dia veio a confirmação.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 13 de Janeiro de 2020 às 18:03
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Os Estados Unidos deverão anunciar em breve que a China deixará de ser considerada uma "manipuladora de moeda", uma designação que ganhou há cinco meses, avançava a Bloomberg nesta tarde de segunda-feira, 13 de janeiro, citando fontes ligadas ao processo. Horas mais tarde chegava a confirmação.

Fica assim removido mais um obstáculo que se estabeleceu nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

A China tinha entrado para a lista negra dos EUA em agosto do ano passado quando o câmbio do yuan ultrapassou os 7 dólares pela primeira vez desde 2008, ou seja, a divisa chinesa desvalorizou face à divisa norte-americana, o que tende a beneficiar as exportações chinesas para território norte-americano.

Segundo a agência de informação financeira, o Departamento do Tesouro deveria fazer o anúncio num relatório periódico, a ser divulgado em breve - isto depois de ter sido adiado por causa da conclusão da "fase um" do acordo comercial parcial entre os dois países.

O relatório foi entretanto divulgado ao final da tarde em Washington (perto das 22:00 de Lisboa).

A assinatura do acordo comercial de "fase um" ocorrerá esta quarta-feira, 15 de janeiro, nos EUA, com a presença do presidente norte-americano, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He. 

A notícia de que a China seria retirada da lista de manipuladores cambiais esteve também a ser avançada pela CNBC e pelo Financial Times e tinha sido indicada no Twitter pelo jornalista Edward Lawrence da FOX News. Em outubro, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, admitiu rever esta classificação da China caso houvesse acordo na frente comercial. 

Após esta notícia, as bolsas norte-americanas reagiram, com destaque para o S&P 500, que atingiu um novo recorde intradiário.

Na sessão de hoje, o yuan valorizou para os 6,883 dólares. Os dados da Bloomberg mostram que no final de dezembro e no início de janeiro - período que coincide com o anúncio do acordo de 'fase um' -, a divisa chinesa mostrou uma tendência de valorização face ao dólar, afastando-se do limiar dos 7 dólares que tinha espoletado a ação da administração Trump. 

A designação da China como um país "manipulador de moeda" não foi pacífica. O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse em setembro, logo a seguir à decisão, que a divisa chinesa estava avaliada de forma justa e que não havia provas de manipulação. A desvalorização do yuan podia ser explicada pela desaceleração da economia chinesa e pelas tarifas norte-americanas.

(notícia atualizada às 22:07 com o anúncio formal de retirada da China da lista de manipuladores de moeda)
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