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Goldman Sachs aposta na queda do dólar com reabertura das economias

O banco de investimento norte-americano antevê uma queda do dólar, agora que a economia está a reabrir em muitos estados do país.

Grupos internacionais
reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 01 de Junho de 2020 às 13:34
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Os analistas do Goldman Sachs estão a apostar na queda do dólar, fixando posições curtas na divisa norte-americana, numa altura em que se espera que a reabertura das economias do país mova os investidores para ativos de maior risco, como o mercado de ações, segundo uma nota divulgada no fim-de-semana. 

Neste momento, o dólar deprecia frente ao euro pelo quinto dia consecutivo, naquele que é o maior ciclo de perdas desde o final de dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Assim, a moeda dos Estados Unidos perde 0,08% para os 0,89 euros, o que representa também um mínimo desde o dia 17 de março deste ano. 

Embora considerem que "é muito cedo para apostar numa queda total e contínua do dólar", as posições curtas são uma forma atrativa para estes dias de relativo otimismo, segundo os analistas. A técnica das posições curtas, ou apostas na queda, é utilizada quando um investidor considera que o valor de um ativo estará prestes a desvalorizar. Quanto maior a queda, maior o ganho atribuído. 

A justificar esta posição do Goldman Sachs está o "processo estável de reabertura, evidências limitadas de uma recuperação nas taxas de infeção da covid-19 e o incentivo a novos apoios económicos como o Fundo de Recuperação da União Europeia", com a Comissão Europeia a propor um programa de empréstimos na ordem dos 750 mil milhões de euros a distribuir pelos Estados-membros. 

O banco de investimento destaca principalmente a coroa norueguesa como muito bem posicionada para recuperar em força nas próximas semanas face ao dólar e recomenda apostar na queda do par dólar dos Estados Unidos/coroa da Noruega com um preço-alvo de 8,75 coroas por dólar, face aos atuais 9,70 coroas. Atualmente, o dólar está a depreciar 0,18% frente à divisa norueguesa, consumando cinco sessões consecutivas a perder terreno. 
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