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Goldman Sachs: Euro pode descer até 10 cêntimos graças aos estímulos do BCE

O banco norte-americano Goldman Sachs, num relatório citado pela Bloomberg, considera que o euro pode cair até 10 cêntimos de dólar numa altura em que o Banco Central Europeu se estará a preparar para manter os estímulos monetários para ir ao encontro dos seus objectivos para a inflação.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 21 de Setembro de 2015 às 10:53
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O banco Goldman Sachs considera que o euro pode recuar até 10 cêntimos de dólar com a manutenção dos estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu (BCE) para que a inflação na região alcance a meta determinada pela autoridade monetária da Zona Euro, que é de um valor em torno dos 2%.

A nota do banco norte-americano, citada pela Bloomberg, refere que o Goldman Sachs prevê que o BCE mantenha o seu programa de alívio quantitativo nos 60 mil milhões de euros por mês até ao final de 2016, sendo que deverá estar totalmente finalizado em meados de 2017. Esta perspectiva alarga assim um pouco o prazo previsto para o programa da autoridade monetária do euro, que está previsto que termine em Setembro do próximo ano.

"Isto representa um ‘upsizing’ do programa original e deve pesar sobre a moeda única", defendem os analistas do Goldman Sachs, numa nota de 20 de Setembro. "Dependendo de quão credível é o ‘upsizing’ do programa de alívio quantitativo do BCE, nós, por conseguinte, vemos espaço para que o euro caia entre seis e dez grandes números", pode ler-se na nota, referindo-se entre seis e dez cêntimos, o que colocará a moeda única em torno dos 1,10/1,12 dólares.

Benoit Coueure, membro do Conselho Executivo do BCE, revelou na semana passada que as políticas dos Estados Unidos e da Europa vão "continuar a ser muito diferentes".

Na semana passada, a Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu manter inalterada a sua política monetária, preferindo esperar por mais informação.

Para Sam Tuck, do ANZ Bank na Nova Zelândia, em  declarações à Bloomberg, apontou que as palavras de Coueure sugerem que "a reacção da Fed foi uma pausa táctica e que o BCE continua pronto para fazer mais".

O euro por esta altura cede 0,11% para 1,1286 dólares.

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