Câmbios Impasse orçamental nos EUA leva euro para máximos de oito meses

Impasse orçamental nos EUA leva euro para máximos de oito meses

Moeda europeia superou os 1,36 dólares pela primeira vez desde o início de Fevereiro. Investidores temem que a falta de acordo entre os políticos norte-americanos para aprovar o orçamento vai penalizar a economia e adiar o corte de estímulos da Fed.
Impasse orçamental nos EUA leva euro para máximos de oito meses
Bloomberg
Nuno Carregueiro 03 de outubro de 2013 às 09:15

 

 

 

O euro está a negociar em alta face à divisa norte-americana, com os investidores a privilegiarem a moeda europeia face ao impasse orçamental que persiste nos Estados Unidos, que já obrigou à paralisação de uma série de serviços não essenciais e ameaça interromper a recuperação da maior economia do mundo.

 

O euro avança 0,18% para 1,3603 dólares, tenso superado a barreira dos 1,36 dólares pela primeira vez desde 4 de Fevereiro.

 

A reunião entre o Presidente Barack Obama e dirigentes democratas e republicanos para desbloquear o impasse orçamental nos EUA, que decorreu na noite de quarta-feira, terminou sem conclusões e com troca de acusações entre as partes.  

 

O encerramento parcial do Governo Federal entrou esta quinta-feira no seu terceiro dia. Entre as actividades governamentais suspensas ou encerradas estão os serviços que garantem aos idosos e crianças acesso a alimentação e refeições, canais de comunicação, como centros de atendimento telefónico e escritórios, aos veteranos de guerra dos seus direitos, todos os parques nacionais e monumentos, como Yosemite ou o Smithsonian, passando pela Estátua da Liberdade.

 

Além da necessidade de um acordo entre Republicanos e Democratas para acabar com a paralisação do Governo federal, aproxima-se a passos largos outra data fundamental. Até 17 de Outubro terá que haver acordo para os Estados Unidos alterarem o limite de endividamento, caso contrário o país entrará em incumprimento.

 

São estas perspectivas negativas que estão a afastar os investidores da moeda norte-americana, até porque cresce a expectativa que a reserva Federal vai adiar o corte de estímulos à economia, até este impasse estar resolvido.

 




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