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Queda das reservas em moeda estrangeira na China abranda em Fevereiro

A queda das reservas em moeda estrangeira na China abrandou em Fevereiro, com a moeda local a estabilizar.

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Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 07 de Março de 2016 às 10:08
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A queda das reservas em moeda estrangeira na China abrandou no mês passado com a moeda chinesa, o yuan, a estabilizar. De acordo com os dados do Banco Popular da China, revelados esta segunda-feira, 7 de Março, e citados pela Bloomberg, as reservas chinesas caíram 28,6 mil milhões de dólares em Fevereiro. Assim, as reservas totais chinesas em moeda estrangeira situaram-se nos 3,2 biliões de dólares em Fevereiro.

O valor total das reservas supera assim a estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que anteviam que as reservas recuassem para 3,19 biliões de dólares.

O economista-chefe da Everbright Securities em Pequim, Xu Gao, em declarações à Bloomberg, salienta que "o Governo mostrou sinais claros" de que quer estabilizar o yuan. "Isto eficazmente reduziu as expectativas do mercado no sentido de [travar] uma depreciação maior [da moeda] e o mercado gradualmente foi entendendo isso", acrescentou.

As autoridades chinesas têm estado a tomar medidas para tentar estabilizar o yuan. Segundo a Bloomberg, esta tentativa da China em tentar estabilizar a sua moeda retirou às suas reservas em moeda estrangeira 513 mil milhões de dólares no ano passado.


A saída persistente de capitais da China desde meados de 2014 poderá estar mais associada ao facto das empresas locais terem estado a pagar dívida denominada em dólares - devido a anteciparem um fortalecimento da moeda norte-americana - do que ao facto de os investidores estarem a vender activos, de acordo com o Banco de Pagamentos Internacionais, citado pela Bloomberg.


Estes dados relativos às reservas chinesas em moeda estrangeira surgem depois de este domingo, a China ter revelado que o objectivo de crescimento da sua economia este ano está localizado entre 6,5% e 7%. O que fica assim abaixo dos 7% que tinha projectado no ano passado (e que acabou por ficar nos 6,9%, o mais baixo crescimento de 25 anos), e o primeiro intervalo que o Governo chinês tem desde 1995, de acordo com a Bloomberg.

A agência financeira destaca, ainda, o facto da China não ter avançado qualquer projecção para o seu comércio, o que é visto como um realçar da incerteza sobre a evolução futura da economia global.

A China, de acordo com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, precisa de crescer pelo menos 6,5% nos próximos cinco anos para conseguir o objectivo de duplicar o rendimento per capital face aos níveis de 2010.

 

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