Câmbios Reservas da China em moeda estrangeira caem mais que o esperado

Reservas da China em moeda estrangeira caem mais que o esperado

As reservas da China em moeda estrangeira caíram em Dezembro, com as autoridades do país a tentarem estabilizar o yuan, num momento em que o país está determinado em garantir a desvalorização da sua divisa, face ao abrandamento da economia.
Reservas da China em moeda estrangeira caem mais que o esperado
Reuters
Patrícia Abreu 07 de janeiro de 2016 às 11:16

As reservas da China em moeda estrangeira caíram mais do que esperado em Dezembro, com as autoridades do país empenhadas em sustentar a desvalorização do yuan, depois de já terem baixado a taxa de referência da divisa esta semana.


As reservas em moeda estrangeira baixaram, em Dezembro, 108 mil milhões de dólares para 3,33 biliões, segundo os números divulgados pelo banco central chinês esta quinta-feira. A quebra superou largamente as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que antecipavam uma descida para 3,42 biliões de dólares.


No acumulado do ano a tendência foi igualmente negativa, com as reservas a caírem mais de 500 mil milhões de dólares, num momento em que a China está focada em desvalorizar a sua divisa, perante as recentes preocupações em torno da economia.


Num momento em que o país atravessa um crescimento económico mais lento e é confrontado com quedas acentuadas nos mercados accionistas, as autoridades têm recorrido à venda de moeda estrangeira que detêm em carteira para tentar reduzir a volatilidade do yuan.


A divisa chinesa baixou na última sessão para um mínimo de cinco anos, depois do banco central chinês ter reduzido inesperadamente a taxa de referência da moeda, um sinal de que está mais tolerante em relação a permitir a desvalorização cambial para tentar contrariar o ambiente de abrandamento económico no país.


Ainda que a primeira reacção das acções chinesas a esta medida tenha sido positiva, hoje o índice CSI 300 voltou a afundar. Bastaram 30 minutos para o índice cair mais que o limite máximo de 7% que desencadeia o mecanismo de suspensão automático de negociação pelo resto da sessão, com os investidores preocupados com a situação no país. O CSI 300 tombou 7,2%.


O governo vai "permitir maior depreciação, usar as reservas e controlos mais apertados na saída de capital para o estrangeiro", afirmou Wang Tao, economista do UBS, em declarações à Bloomberg. Segundo a mesma especialista, o yuan deverá continuar a cair face ao dólar e as reservas em moeda estrangeira poderão baixar para três biliões de dólares.


"Quando há saídas de capital, é difícil para o banco central controlar a queda nas reservas em moeda estrangeira", argumenta Zhao Yang, economista do Nomuera. O banco central da China "não quer que a desvalorização do yuan seja demasiado rápida, é por isso que a queda das reservas foi demasiado grande", rematou.




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