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Áustria quer maior participação dos credores gregos no novo resgate

A ministra das Finanças austriaca defende um maior envolvimento do sector privado no novo resgate à Grécia, juntando-se assim a países como a França ou a Alemanha, que têm argumentado no mesmo sentido.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 09:44
A Áustria quer que os detentores privados de dívida pública grega assumam uma maior contribuição no novo plano de resgate à Grécia, aceitando cortes superiores aos anteriores 21% acordados em Julho. O envolvimento dos bancos e seguradoras deve no entanto permanecer "voluntário", acrescentou a ministra das Finanças austríaca, Maria Fekter.

De acordo com Fekter, citada pela agência Bloomberg, um novo pacote de ajuda à Grécia exige “um pouco mais do sector privado”.

Ainda assim, a ministra das Finanças austríaca argumenta que a participação do sector privado tem que continuar a ser voluntária, na medida em que “uma reestruturação forçada significa incumprimento, na qual os CDS [seguros contra incumprimento de crédito] são accionados e isso significa milhões e milhões no mundo que têm que ser financiados”. “Toda a gente quer evitar isso”, concluiu.

A Áustria é mais um país a pressionar os privados a aceitarem perdas mais elevadas no âmbito do novo plano para a Grécia, juntando-se a países como a França ou a Alemanha, que estão a pressionar os bancos para aceitarem prejuízos de 50% na dívida grega, como parte do programa que está a ser preparado para garantir a viabilidade financeira da Grécia, e que poderá ser discutido na cimeira do próximo domingo.

Ontem, o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou que o programa negociado em Julho, onde se inclui a participação do sector privado, tem que ser renegociado, de modo a que os obrigacionistas assumam perdas mais elevadas.

Fekter mostrou-se, por outro lado, favorável a que o fundo de resgate europeu, o FEEF, seja tornado mais “flexível”, de modo a poder funcionar também como uma espécie de seguradora, garantindo parte da dívida emitida por Estados do euro, designadamente por Itália e Espanha, que estão a ser sujeitas a crescentes presssões dos mercados.

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