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Agências de notação financeira têm sido mais parte do problema do que da solução

O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, disse hoje que as agências de notação financeira têm sido mais parte do problema do que da solução na crise actual.

Lusa 19 de Janeiro de 2012 às 21:31
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"Neste momento, as agências de notação financeira têm feito mais parte do problema do que da solução. Devo dizer que houve um julgamento negativo na semana passada em relação ao último Conselho Europeu, muito mais do que relativamente à acção de países como Portugal e Irlanda, que têm feito o seu trabalho", considerou o presidente do Tribunal de Contas.

O antigo ministro das Finanças, em resposta a uma questão sobre a actuação das agências, à margem das Conferências do Palácio da Bolsa, no Porto, lembrou que "não há nada pior do que reagir a quente relativamente a essas situações".

A agência de notação Standard & Poor's anunciou na semana passada o corte do 'rating' da maioria dos países da Zona Euro, entre os quais a França, que perdeu a nota máxima, e Portugal, Espanha e Itália, que baixaram dois níveis.

"Reduzimos os 'ratings' de Chipre, Itália, Portugal e Espanha, em dois níveis, os de Áustria, França, Malta, Eslováquia e Eslovénia, em um nível, e mantemos os níveis da Bélgica, Estónia, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo e Holanda", referiu um comunicado da agência.

Entre os países afectados pela decisão da S&P contaram-se dois que tinham nota máxima, França e Áustria, que baixam um nível de AAA para AA+.

No caso de Portugal a descida foi de dois níveis, de BBB- para BB, um nível já considerado 'lixo' ('junk').
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