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Artur Santos Silva defende que devia ser FMI a fazer o "rating" dos países

O presidente do Conselho de Administração do BPI, Artur Santos Silva, defendeu hoje que devia ser o Fundo Monetário Internacional (FMI), e não as agências de notação financeira, a fazer o "rating" de todos os países.

Lusa 20 de Março de 2012 às 01:16
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O presidente do Conselho de Administração do BPI, Artur Santos Silva (na foto), defendeu hoje que devia ser o Fundo Monetário Internacional (FMI), e não as agências de notação financeira, a fazer o "rating" de todos os países.

No lançamento do livro "O Poder das Agências", do eurodeputado do CDS-PP Diogo Feio e da advogada Beatriz Soares Carneiro, Artur Santos Silva defendeu que o FMI -- que anualmente avalia a situação de cada país, aponta os aspectos negativos e as soluções -- tem "condições privilegiadas para fazer o 'rating' de toda a dívida soberana do mundo".

"E portanto eu defenderia que fosse o FMI a fazer o 'rating' de todos os países, suportado nesses relatórios extensíssimos. E as agências de 'rating' não faziam 'rating' de países. Só faziam 'rating' de empresas", disse.

Por seu turno, o CEO da Unicer, António Pires de Lima, afirmou que as agências de 'rating' "normalmente funcionam de uma forma completamente pró-cíclica" e "apenas dão nota daquilo que já se passou quando as coisas realmente se verificaram".

Questionou, por isso, se estas são, "às vezes, instrumentos tão poderosos e fiáveis para avaliar de forma independente e objectiva e em antecipação aquilo que é o verdadeiro risco das dívidas que procuram qualificar".

Pires de Lima evidenciou o facto de "os próprios mercados já terem alguma dificuldade em dar o valor de infalibilidade", que todos atribuíam às agências de 'rating' "até aqui há um, dois, três anos".

"Se calhar o problema não estava nas agências de 'rating', que são falíveis, como tudo aquilo que fazemos da vida. Está, sobretudo, na forma como nós nos organizávamos para dar um poder às agências de 'rating' que efectivamente não deviam e não teriam de ter", enfatizou.

Já o ex-líder da bancada parlamentar do CDS-PP António Lobo Xavier defendeu que "estas instituições são absolutamente imprescindíveis, elas fazem parte do capitalismo e essa agilização e essa relacionação do aforro e do investimento a que elas estão ligadas é um aspecto sem o qual o capitalismo não pode funcionar".

"Sejamos francos: estes últimos quatro anos trouxeram-nos desconfianças, perplexidades, inquietações sobre conselhos de administração, figuras públicas, reguladores, governos, instituições de credibilidade", enumerou.

Lobo Xavier defendeu que os "últimos quatro anos no mundo económico abalaram praticamente todas as certezas e no meio delas o critério valor e o crédito a dar às agências de 'rating'".

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