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Banco de Portugal "preocupado" com os desafios do digital na banca

O regulador do sector financeiro está consciente do crescimento da utilização dos canais digitais na interacção com a banca. Diz que está atento, tentando garantir a segurança dos utilizadores.

Miguel Baltazar
Paulo Moutinho 17 de Maio de 2016 às 16:05
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A grande maioria das famílias portuguesas tem acesso à internet. E está a crescer o recurso a este canal na interacção com as instituições financeiras, algo a que o Banco de Portugal diz estar atento. Há uma "significativa adesão a estes canais por parte dos clientes bancários" que preocupa o regulador. Vê "desafios relacionados com a segurança, a sua natureza e o cumprimento de deveres de informação".


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Tem-se assistido, nos últimos anos, a uma significativa adesão a estes canais por parte dos clientes bancários e a uma crescente disponibilização de serviços financeiros digitais por parte das instituições financeiras", nota o Banco de Portugal no Relatório de Supervisão Comportamental de 2015. E a "adesão aos canais digitais terá um crescimento ainda mais significativo com a entrada no mercado de trabalho dos Millennials (Geração Y) e dos Post-Millennials ou Nativos Digitais (Geração Z)", refere.


Esta digitalização financeira tem sido especialmente impulsionada "não só por novos prestadores de serviços financeiros, mas também pelos prestadores já estabelecidos (os incumbents), muitas vezes em cooperação com as empresas de tecnologia financeira (Fintechs). Assiste-se ainda à criação de bancos exclusivamente digitais (digital banks), cuja forma de relacionamento com os clientes e de comercialização dos seus produtos e serviços assenta exclusivamente em canais digitais", acrescenta.


"É hoje reconhecidamente aceite que estes canais acarretam desafios, do lado da oferta e do lado da procura, para o supervisor de conduta", diz o regulador, notando que "está preocupado com os desafios colocados pela crescente utilização dos novos canais digitais na actividade bancária".


"O Banco de Portugal tem monitorizado a comercialização desses novos produtos e serviços financeiros digitais, os quais têm suscitado desafios relacionados com a segurança, a sua natureza e o cumprimento de deveres de informação". "A segurança tem sido percepcionada como o maior risco e, simultaneamente, o maior desafio para o supervisor de conduta, em face das perdas que podem resultar para os clientes bancários", remata.


"O Banco de Portugal tem também analisado detalhadamente as características dos produtos e serviços financeiros digitais a fim de verificar, nomeadamente, o quadro regulamentar específico aplicável ao produto ou ao serviço tradicional por detrás do produto ou serviço inovador. A fiscalização do cumprimento dos deveres de informação por parte das entidades que comercializam produtos e serviços digitais tem também merecido especial atenção por parte do Banco de Portugal", conclui.

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