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Bancos deram menos crédito para a compra de casa em agosto. Financiados 854 milhões

Depois de ter descido nos primeiros meses da pandemia, a concessão de novo crédito para a casa voltou a superar a marca dos 900 milhões de euros em julho.

Alexandre Azevedo
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 01 de Outubro de 2020 às 11:11
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O ritmo de concessão de novos empréstimos para a compra de casa abrandou em agosto. Foram financiados 854 milhões de euros, um valor inferior ao registado em julho, quando as novas operações de crédito à habitação superaram os 900 milhões.

As novas operações de crédito à habitação desceram, em agosto, para 854 milhões de euros, abaixo dos 931 milhões financiados para a compra de casa um mês antes, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

Apesar dos constrangimentos causados pela pandemia da covid-19 e da descida face a julho, o crédito à habitação tem-se mantido em níveis elevados, tendo rondado um montante de 830 milhões de euros durante os meses de abril, maio e junho, meses marcados por medidas de confinamento que dificultaram a realização de novas operações de crédito.

Juros abaixo de 1%

Além disso, o regresso do verão tem sido marcado pelo lançamento de várias campanhas por parte dos bancos nacionais para atrair novos clientes para o crédito, através de "spreads" mais baixos - margem de lucro mínima do Bankinter já é inferior a 1% - e outras vantagens associadas aos contratos. Com as taxas de juro em mínimos históricos, e sem perspetiva de voltarem a valores positivos nos próximos anos, os bancos veem no crédito uma fonte de receitas, via comissões associadas aos contratos.

A descida dos "spreads" e das Euribor para valores cada vez mais negativos continua, assim, a puxar os juros do crédito para baixo. Segundo o Banco de Portugal, a taxa de juro aplicada nos novos contratos está abaixo de 1%. "Nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação, a taxa de juro média desceu 11 pontos base, para 0,98%, um novo mínimo histórico", adianta a nota de informação divulgada hoje pelo regulador agora liderado por Mário Centeno.

Crédito ao consumo também baixa

À semelhança do que aconteceu na habitação, as novas operações de crédito ao consumo também desceram. Foram financiados 363 milhões de euros em empréstimos para esta finalidade, um valor que compara com os 402 milhões emprestados em julho.

O crédito para outros fins atingiu, em agosto, os 152 milhões de euros, abaixo dos 173 milhões fixados em julho, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Em relação às taxas de juro, nos empréstimos ao consumo, a taxa de juro média aumentou para 6,63% e, nos empréstimos para outros fins, aumentou para 3,38%. Em julho, esta taxas tinham sido de 6,54% e 3,19%, respetivamente.
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