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Bancos receberam 788 mil pedidos de adesão às moratórias de crédito

Cerca de 43% dos contratos abrangidos pelas moratórias eram relativos a crédito à habitação. No total, as famílias pesam 71% do número total de créditos ao abrigo destes regimes.

Os preços do imobiliário continuam a aumentar, mas já há “investidores oportunistas” à espera de quebras.
Ricardo Reis
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 08 de Outubro de 2020 às 11:32
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Entre o dia 27 de março e o final de agosto foram feitos 788 mil pedidos de adesão a moratórias de crédito, para suspender o pagamento total ou parcial de prestações, adianta o relatório de supervisão comportamental do primeiro semestre do Banco de Portugal. Mais de 42% destes pedidos dizem respeito a crédito à habitação.

 

De acordo com a Sinopse de Atividades de Supervisão Comportamental do primeiro semestre, do Banco de Portugal, até ao final de agosto tinham sido registados 787.807 pedidos de adesão, sendo que destes 726.996 foram integrados nesses regimes excecionais, que visam aliviar os encargos das famílias, através da suspensão do pagamento de capital e juros, ou apenas de capital.

 

O grosso dos pedidos de adesão – 312.179 ou 42,4% dos pedidos – às moratórias foi feito por mutuários de contratos de crédito à habitação própria permanente e outros créditos hipotecários.

 

Considerando os contratos abrangidos pelos regimes de moratória até ao final de agosto, o crédito à habitação pesava cerca de 43% do total, enquanto os contratos de crédito aos consumidores assumiam 28,2% das moratórias e o crédito de empresas 28,8%. Em termos globais, as famílias representam, assim, 71,2% dos contratos abrangidos pelas moratórias de crédito.

 

Além da moratória pública, que abrange o crédito à habitação das famílias e empréstimos das empresas, assim como crédito ao consumo que tenha como finalidade o pagamento de despesas de educação, há ainda moratórias privadas. Além dos créditos incluídos na moratória pública, a Associação Portuguesa de Bancos decidiu implementar moratórias que incluem crédito ao consumo e segundas habitações. Há ainda uma iniciativa da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), que abrange os créditos ao consumo.

 

O grosso dos pedidos de adesão às moratórias ocorreu, porém, nos primeiros meses do novo regime. Até ao final de abril, segundo o Banco de Portugal, tinham sido reportados pelas instituições bancárias, 568.912 pedidos de adesão às moratórias.

 

Conhecidos agora os números relativos ao final de agosto, ficam apenas por contabilizar os pedidos de adesão requeridos no mês de setembro – o último mês para entregar ao banco o pedido para usufruir deste regime que permite adiar de forma total ou parcial o pagamento de prestações de crédito.

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