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Bancos financiam empresas e famílias em mais de cinco mil milhões em Julho

Os novos financiamentos à economia aumentaram, em Julho, quando comparado com o mês anterior, com os bancos a concederem mais crédito às famílias e empresas.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 10 de Setembro de 2013 às 16:13
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No total, os bancos emprestaram 5,07 mil milhões de euros para financiar operações para a compra de casa, ao consumo, outros fins e para as empresas. Este valor corresponde a um aumento de 19,19%, ou 817 milhões, face ao mês anterior, de acordo com os dados provisórios divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal. E é o mais elevado desde Janeiro, mês em que os bancos emprestaram 5,18 mil milhões de euros.

 

Já quando comparado com o mesmo período do ano passado, os bancos continuam a financiar menos a economia. A quebra é de 8,39%, ou 465 milhões de euros.

 

O financiamento da economia, através dos bancos, continua assim longe dos tempos áureos (2007/2008), quando o total de novos empréstimos ascendia a oito ou nove mil milhões de euros por mês.

 

Famílias absorvem pouco mais de 550 milhões de euros

 

No total dos novos empréstimos são as empresas que conseguem angariar a maior fatia. Para as famílias fica menos de 11% do total concedido.

 

Assim, os bancos emprestaram 552 milhões de euros às famílias, em Julho, mais 46 milhões, ou 9,09% do que em Junho, mas menos 5,64% do que em igual período do ano passado. Deste valor destinado aos particulares, 185 milhões foram destinados à compra de casa (mais 27 milhões do que em Junho e do que em igual período do ano passado), 180 milhões foram para o consumo (mais oito milhões do que em Junho e mais 14 milhões do que em Julho de 2012) e os restantes 187 milhões foram para os outros fins – que inclui o crédito para educação, saúde, energia e trabalhadores por conta própria.

 

No caso das empresas, o total de empréstimos concedidos ascendeu a 4,5 mil milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 20,55%, ou 771 milhões, face ao mês anterior mas a uma queda de 8,72%, ou 432 milhões, quando comparado com igual período de 2012.

 

E, neste segmento, a maior fatia dos novos empréstimos foi destinada a financiamentos superiores a um milhão de euros. No total, foram financiados 2,9 mil milhões neste segmento, mais 30,62% do que em Junho mas menos 9,19% do que em 2012. Entre as pequenas e médias empresas (PME) também se verificou um aumento mensal. Os financiamentos até um milhão de euros registaram uma subida mensal de 90 milhões, ou 5,89%, para 1,6 mil milhões de euros. Ainda assim, em termos homólogos verificou-se uma redução de 7,86%, ou 138 milhões de euros.

 

A crise financeira pôs um travão no crédito concedido pela banca, até porque os próprios bancos passaram a ter maior dificuldade em se financiarem. Um factor que provocou um aumento dos custos de financiamento, o que foi replicado nas propostas de financiamento, provocando um desinteresse por parte de quem procurava crédito.

 

Além disso, o aumento da taxa de desemprego para níveis nunca antes vistos (superando os 17%) fez com que os bancos também aumentassem as restrições na concessão de crédito. E de facto, o aumento do crédito malparado foi igualmente generalizado. 

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