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BCE mantém juros e o mercado aguarda pelas declarações de Trichet

Foi sem surpresa que o BCE revelou ter mantido a taxa de juro de referência no mínimo histórico de 1%. O mercado aguarda com alguma expectativa a conferência de imprensa para saber o que os governadores decidiram em relação às ajudas extraordinárias. Acompanhe em directo as declarações de Trichet.

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A autoridade monetária da Zona Euro manteve o preço do dinheiro em 1%, nível em que se encontra desde Maio de 2009.

Esta decisão era já esperada pelos economistas, que acreditam que o BCE só deverá alterar o preço do dinheiro no final do próximo ano.

Hoje, a preocupação dos mercados não está relacionada com a taxa de juro, uma vez que não se antevia qualquer alteração, mas sim com as declarações do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet.

A conferência de imprensa está agendada para as 13h30, e os investidores esperam que o BCE anuncie a manutenção das ajudas extraordinárias.

Em causa está a compra de obrigações dos governos e os financiamentos ilimitados a uma taxa fixa de 1%.

Ontem, o mercado especulou sobre a possibilidade do BCE anunciar um aumento do programa de compra de obrigações estatais, mas economistas consultados pelo Negócios não acreditam que a autoridade faça tal anúncio.

Os especialistas consideram que Jean-Claude Trichet vai anunciar a manutenção das ajudas, mas que não revele novas medidas.

Carsten Brzeski, economista do ING, afirmou ao Negócios que "o mercado exagerou" na interpretação e diz não acreditar que o BCE anuncie a compra de mais obrigações. "A reacção dos mercados foi claramente, uma demonstração de pânico." Recorde-se que ontem os mercados registaram fortes valorizações, quer nas bolsas, quer no euro. E os juros da dívida dos países periféricos afundaram, aliviando de máximos atingidos nos últimos tempos devido à especulação de que fossem necessárias mais ajudas financeiras a outros países, como Portugal e Espanha.

"Sinceramente, tenho algumas dúvidas que esta operação [de mais compra de obrigações] esteja decidida e duvido que o BCE anuncie um aumento da compra de obrigações", salientou Luca Jellinek, estratega do mercado de obrigações do Crédit Agricole. Quanto às ajudas à banca, o BCE só poderá abandonar as medidas excepcionais quando considerar que essa decisão não afectará as economias da Zona Euro. Esta é a convicção que se instalou nos últimos tempos entre os governadores e a comissão executiva da autoridade monetária.

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