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Bélgica emite mais dívida com custos em mínimos de ano e meio

País europeu conseguiu reduzir as rendibilidades pedidas pelos investidores no leilão de dívida de hoje, onde se seguiu a Itália e a Espanha no sucesso de emissões de curto prazo.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 12:30
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A Bélgica leiloou hoje mais dívida do que a prevista devido à quebra dos custos de financiamento para um mínimo de 18 meses. Um desempenho verificado por Itália e Espanha em Dezembro.

A agência de dívida belga previa vender 2,2 mil milhões de euros mas acabou por colocar mais de 2,4 mil milhões. E, mesmo assim, as taxas de juro implícitas pedidas pelos investidores foram inferiores aos últimos leilões comparáveis, segundo a Bloomberg.

Foram emitidos 1,28 mil milhões de euros em títulos a três meses, com uma rendibilidade média de 0,264%, abaixo dos 0,78% exigidos no último leilão.

A Bélgica também colocou 1,155 mil milhões de euros em títulos com maturidade a seis meses. Neste caso, os investidores pediram uma “yield” média de 0,364%, bastante inferior à anterior, que se situou nos 2,438%.

O país do centro europeu consegue, assim, um leilão positivo depois de o novo Governo ter tomado posse, sob a liderança do primeiro-ministro, Elio Di Rupo (na foto). E consegue ser bem-sucedido depois dos cortes de “rating” por parte da Moody’s e da Standard & Poor’s e da passagem da notação financeira da Bélgica para vigilância “Rating Watch Negative” por parte da Fitch.

Além da Bélgica, Espanha e Itália também viveram emissões de dívida de curto prazo positivas no mês de Dezembro. O Tesouro espanhol, no início do mês, também conseguiu colocar um montante de dívida superior ao estimado e com custos de financiamento abaixo do leilão anterior. Já Itália conseguiu cortar as “yields” para metade no curto prazo (no leilão de longo prazo, o sucesso não foi tanto).

Estes desempenhos acontecem numa altura em que a crise da dívida na Zona Euro passa por uma fase menos intensa e em que as “yields” das obrigações dos países da região sentem uma ligeira quebra no mercado secundário, onde os investidores trocam estes títulos entre si.

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