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Cebr admite incumprimento de Itália e Grécia

O centro de pesquisa económica acredita que a situação de Portugal e Espanha é séria mas não tão má como a de Itália e Grécia. O Cebr admite mesmo que estes dois países entrem em incumprimento.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 11:17
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"Realisticamente, a Itália poderá entrar em incumprimento", escreve o CEO do Centre for Economics and Business Research (Cebr), Douglas McWilliams, num relatório emitido esta manhã.

O Cebr analisou em detalhe a situação financeira e económica de Itália e Espanha e concluiu que "os dois países têm dinâmicas diferentes". No caso de Espanha, mesmo no pior cenário, "o rácio da dívida pública não supera os 75%".

Já em Itália, o rácio da dívida está actualmente nos 128% e poderá atingir os 150% em 2017, se "os juros da dívida permanecerem perto dos 6% e o crescimento económico perto de zero". "Mesmo que os juros da dívida regressem aos 4%, a taxa de crescimento económico é tão anémica que o rácio da dívida poderá ficar nos 123% em 2018", antecipa Douglas McWilliams.

O Cebr acredita que a Itália e a Grécia não vão ser capazes de resolver o problema das suas dívidas. McWilliams refere ainda que a situação de "Portugal está perto da italiana", mas não é tão má.

No caso de Espanha, o Cebr acredita que há uma "hipótese real" do país evitar um incumprimento e uma reestruturação dívida.

No entanto, avisa que basta um dos países da Zona Euro entrar em incumprimento para arrastar outros Estados-membros. McWilliams vai mais longe e defende que por este motivo está muito pessimista em relação às hipóteses da Zona Euro permanecer unida.
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