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Costa Pina: Eventual crise política pode pôr em causa financiamento de Portugal

O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Costa Pina, afirmou hoje que uma eventual crise política por pôr em causa o financiamento de Portugal nos mercados, mas disse acreditar no "bom senso" dos líderes políticos.

Lusa 15 de Março de 2011 às 11:51
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"Os riscos de uma crise política são uma restrição à melhoria do funcionamento dos nossos mercados de financiamento e de dívida", afirmou Costa Pina, à margem da segunda Convenção Nacional de Compras Públicas, a decorrer em Lisboa.

"Sob esse ponto de vista, esta matéria deve ser vista com preocupação", sublinhou, acrescentando que um dos desafios mais importantes que Portugal tem pela frente é "assegurar o financiamento em condições eficientes e sustentáveis, ou não é possível a manutenção de serviços sociais importantes que o Estado presta".

Ainda assim, Costa Pina disse estar convicto do "bom senso e sentido de responsabilidade" dos dirigentes políticos para que Portugal se possa concentrar "no essencial".

Na sexta-feira, a cimeira da Zona Euro chegou a acordo para aumentar para 440 mil milhões a capacidade efectiva de empréstimo do fundo de resgate europeu aos países em dificuldade, dotar de 500 mil milhões o Mecanismo Permanente que lhe vai suceder em 2013 e flexibilizar a utilização destes fundos para permitir a compra directa de dívida pública emitida pelos Estados-membros.

Em Portugal, no mesmo dia, o Governo anunciou novas medidas de austeridade que actualizam o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) em 2011, 2012 e 2013 e que incluem o congelamento do Indexante de Apoios Sociais (IAS) e das pensões, bem como uma contribuição especial aplicável a todas as pensões superiores a 1.500 euros.

As medidas foram, no entanto, muito criticadas pelos partidos da oposição, tendo o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, revelado que este pacote não contará com o voto dos sociais-democratas.

Portugal vai realizar quarta-feira mais um leilão de bilhetes do tesouro com uma maturidade a 12 meses, pretendendo financiar-se entre 750 milhões a mil milhões de euros.
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