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Crédito malparado nas famílias atinge novo recorde

Nunca os empréstimos de cobrança duvidosa tiveram tanto peso nos créditos à habitação em Portugal. Os máximos históricos continuam a ser uma realidade no que diz respeito ao malparado das famílias.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 12:49
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Nunca houve tanto crédito de cobrança duvidosa nos empréstimos concedidos às famílias. O malparado representava, em Julho passado, 4,23% dos empréstimos totais da banca aos particulares. Uma percentagem inédita.

 

O número de Julho representa um agravamento face aos 4,15% de malparado que se tinham registado no mês anterior, conforme mostram os dados divulgados esta terça-feira, 9 de Setembro, pelo Banco de Portugal.

 

Em todos os meses de 2014, os créditos a famílias que os bancos admitem que serão de difícil recuperação representaram sempre mais de 4% dos empréstimos totais a particulares. Em Julho, o valor atingiu um novo recorde.

 

Para esta evolução percentual de Julho contribuíram dois movimentos: por um lado, houve mesmo um ligeiro agravamento do número absoluto de créditos de cobrança duvidosa; por outro lado, houve uma redução dos empréstimos totais cedidos a particulares.

 

Habitação com maior peso

 

O crédito à habitação corresponde ao grosso dos empréstimos que a banca vende a particulares. E também aqui se regista um valor nunca antes visto. 2,43% do crédito à habitação encontrava-se em cobrança duvidosa no final de Julho, face aos 2,40% alcançados em Junho.

 

Por sua vez, os empréstimos para consumo que se encontram malparados registaram um alívio de 11,40%, em Junho, para 11,35%, em Julho. A segunda descida mensal consecutiva.

 

O mesmo não aconteceu nos créditos a particulares para outros fins, como educação ou energia. É aqui que os créditos de cobrança duvidosa mais peso têm no total: 14,49% está malparado. Também um novo recorde, que se alcança depois de sete meses seguidos de agravamentos, segundo apontam os dados do Banco de Portugal.

 

O malparado tem vindo a subir há já vários anos, com uma intensificação no último ano, na ressaca de três anos de medidas de consolidação orçamental que retiraram rendimentos às famílias. Em 2007, antes da explosão da crise financeira mundial, a taxa de crédito malparado a particulares não superava os 2%.

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