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Discurso de Draghi provoca subida nos juros de Itália e Espanha

BCE continua irredutível em desempenhar um papel mais activo no combate à crise, acelerando as compras de dívida soberana no mercado secundário.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Dezembro de 2011 às 15:06
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As “yields” da dívida pública de Espanha e Itália reagiram em alta ao discurso efectuado esta tarde pelo presidente do Banco Central Europeu, uma vez que Mário Draghi afastou a possibilidade do banco central intervir de forma mais acentuada no mercado de dívida.

Os juros da dívida espanhola a dois anos sobem 18 pontos base para 4,57%, enquanto na maturidade a 10 anos a “yield” agrava-se em 24 pontos base para 5,67%. Na Itália a subida é semelhante, com o juro das obrigações a dois anos a avançar 20 pontos base para 5,85%, enquanto no prazo a 10 anos sobe 25 pontos base para 6,24%.

Em Portugal a evolução é mais estável, com a “yield” da dívida a dois anos a subir 11 pontos base, permanecendo nos 12,95% na maturidade a 10 anos.

O BCE, no dia em que desceu os juros da Zona Euro para 1% e concedeu mais medidas de apoio ao sector financeiro, afastou um papel mais forte na compra de dívida pública de países em dificuldades.

Na conferência de imprensa de hoje, quando questionado sobre porque é que o BCE não actua como os outros bancos centrais do mundo, anunciando que poderá comprar dívida pública sem limites, Mário Draghi foi claro: “Nós temos um Tratado e o Tratado estabelece qual é o nosso mandato primário: que está na estabilidade dos preços. E diz também: não ao financiamento monetário da dívida”.

Nos mercados bolsistas a reacção também está a ser negativa, com os índices accionistas europeus e norte-americanos em terreno negativo. Em Lisboa o PSI-20 cede mais de 1%.

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