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Dívida espanhola detida por estrangeiros atinge máximo de 2011

O credores estrangeiros detinham quase 300 mil milhões de euros em dívida soberana espanhola, em Dezembro de 2013. O montante constitui um máximo de 2011, ano em que a crise das dívidas soberanas chegou a Espanha, avança o “Cinco Días”.

Negócios 04 de Fevereiro de 2014 às 20:54
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Espanha viu os credores internacionais reforçarem a exposição à sua dívida em 24.350 milhões de euros, no mês de Dezembro, elevando o montante detido por investidores internacionais para 297.702 milhões de euros, no final do ano.

 

A exposição dos investidores estrangeiros alcançou um máximo de 2011, ano em que o contágio da crise das dívidas soberanas chegou ao país vizinho, segundo os dados do Tesouro espanhol citados na edição electrónica do “Cinco Días”. Os juros espanhóis dispararam nos último trimestre de 2010, passando de 4% para mais de 5,5% no mercado secundário.

 

Os investidores internacionais estão a comprar dívida dos países designados por periféricos, por forma a aproveitarem o potencial de retornos relativamente elevados. A dívida espanhola nas mãos de investidores estrangeiros corresponde a 43,69% do total da dívida do país em circulação, refere o jornal. Já os bancos do país detêm 27,7%.

 

O reforço dos investidores internacionais coincidiu com a venda de obrigações por parte dos bancos espanhóis, que a partir de Agosto reduziram a sua exposição das carteiras próprias à dívida soberana. O objectivo foi preparar os respectivos balanços para os testes de stress que se avizinham, numa altura em que os títulos de dívida espanhola apreciaram de valor, com a descida das taxas de juro implícitas.

 

Os juros de Espanha a 10 anos diminuíram mais de um ponto percentual durante 2013, terminando o ano nos 4,15%, no mercado secundário. As compras líquidas de obrigações e bilhetes do Tesouro espanhol por investidores estrangeiros a 73.040 milhões de euros. No ano anterior, o saldo fora de vendas líquidas de 56.777 milhões de euros, diz o “Cinco Días”

 

Os bancos espanhóis seguiram o percurso inverso aos dos investidores internacionais, comprando dívida no valor líquido de 102.355 milhões de euros em 2012. Já no ano passado, as vendas de dívida do país superaram as compras em 7.865 milhões de euros com os bancos a executarem a sua estratégias de reforço dos balanços.  

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