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Espanha baixa juros em leilão de dívida apesar de instabilidade política

O país-vizinho emitiu um pouco mais do que o montante previsto num leilão triplo de obrigações do Tesouro, conseguindo uma redução ligeira nos juros pagos em comparação com os últimos leilões comparáveis.

Reuters
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 10:22
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A controvérsia ligada a Mariano Rajoy e os alegados escândalos de financiamento irregular dos partidos não parece estar a ter reflexo na percepção de risco em torno da dívida espanhola.

 

O Tesouro espanhol financiou-se em 3,06 mil milhões de euros, um pouco acima dos três mil milhões de euros que correspondiam ao máximo previsto.

 

Os títulos saíram com taxas implícitas mais baixas do que nos leilões anteriores. Os 1,12 mil milhões em dívida a três anos foram colocados a uma taxa de 2,768%, contra 2,875% a 4 de Julho; nos títulos para 2018 a taxa baixou de 3,792% para 3,735%; e na dívida a 10 anos os juros desceram de 4,765% para 4,723%.

 

Em todos os casos, a procura superou em mais de duas vezes o montante colocado. “No global, o leilão decorreu de forma suave, também graças aos baixos montantes disponibilizados”, diz Annalisa Piazza, analista do Newedge. Esse factor poderá ter ajudado a conter os juros numa altura em que surgem diariamente notícias acerca do alegado escândalo envolvendo Mariano Rajoy e outros responsáveis do partido PP.

 

“Dito isto, as incertezas em torno da dívida espanhola continuam elevadas e os operadores do mercado estão a demonstrar algum cepticismo em manter posições longas [a apostar na valorização dos títulos] já que se mantêm elevados os riscos de uma nova vaga de vendas à medida que nos aproximamos de Agosto”, acrescenta Annalisa Piazza.

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