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Espanha repete que situação do país não é igual à da Irlanda e Portugal

Os olhos estão todos postos na Irlanda, mas Espanha aproveitou hoje para reiterar que está em melhor situação do que Dublin e Lisboa.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 16 de Novembro de 2010 às 14:45
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A incerteza em torno de um possível resgate da Irlanda, ou de uma autorização europeia para ajudar a banca daquele país, intensificou-se antes do início da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo).

Alguns responsáveis falaram com a imprensa, à entrada para a reunião do Eurogrupo, mas continua por esclarecer se a Irlanda vai ou não recorrer ao fundo de estabilização financeira criado pela UE e pelo FMI. A responsável espanhola aproveitou para dizer que o seu país está numa situação bem diferente.

A ministra espanhola das Finanças, Elena Salgado (na foto), comentou – também antes de entrar para a reunião do Eurogrupo – que “não há razão” para que o seu país sofra os efeitos das crises da dívida que assolam Irlanda e Portugal, sublinha o “IBTimes”.

“A situação em Espanha é e continuará a ser completamente diferente”, afirmou Elena Salgado, acrescentando que não existe absolutamente nenhuma razão para comparar a situação daqueles dois países e de Espanha. “Adoptámos medidas de austeridade em Maio e estamos a aplicá-las”, acrescentou.

Por seu lado, o representante belga do Eurogrupo, Didier Reynders, afirmou que “os ministros das Finanças da Zona Euro têm de ouvir aquilo que a Irlanda tem para dizer e então depois decidir se o país precisa de ajuda financeira”.

“Antes de mais, temos de ouvir os nossos colegas da Irlanda, bem como da Grécia e de Portugal, para conhecermos a exacta situação, e só depois veremos se é necessário fazer alguma coisa”, comentou Reynders, citado pela Reuters.

Questionado sobre se deve haver um resgate direccionado para a banca irlandesa, em vez de essa ajuda se direccionar para o governo, que diz não precisar de se financiar através dos mercados financeiros até meados de 2011, Reynders respondeu: “essa situação suscita algumas preocupações”.

Recorde-se que o ministro irlandês das Finanças, Brian Lenihan, tem reiterado que o Estado não terá de recorrer ao mercado da dívida até Julho do próximo ano e que não precisa de resgate.

Entretanto, o ministro alemão da Economia sublinhou à Reuters, depois de um encontro com o ministro italiano da Indústria, que a situação da Irlanda é muito diferente da situação da Grécia, uma vez que o principal problema de Dublin está nos seus bancos.

Rainer Bruederle tinha já afirmado que não acreditava que a Irlanda precisasse de ser resgatada pelos parceiros europeus, mas que cabia ao país decidir até que ponto é que precisava ou não de ajuda financeira.

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