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Espanha terá 15 anos para pagar o resgate

Espanha terá de devolver o resgate financeiro num prazo de 15 anos, com uma taxa de juro de 3%. Terá ainda um prazo de carência de cinco anos, pelo que não afectará o défice nos próximos anos, avança hoje o "El Mundo".

Rita Faria afaria@negocios.pt 13 de Junho de 2012 às 09:38
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De acordo com as informações avançadas hoje pelo jornal “El Mundo”, o resgate financeiro que será concedido a Espanha para recapitalizar o sector financeiro, terá de ser pago em 15 anos, com cinco de carência, e terá um valor máximo de 100 mil milhões de euros.

O período de carência de cinco anos, durante o qual não serão cobrados juros, assume especial importância já que o peso do resgate não terá efeitos sobre o défice nos próximos anos, não comprometendo, dessa forma, os objectivos de consolidação do governo espanhol.

Enquanto Espanha pagará uma taxa de juro de 3% pelo resgate financeiro, os bancos que recorrerem à ajuda estatal deverão pagar um juro de, pelo menos, 8,5% ao governo, como confirmou ontem o comissário da Concorrência e vice-presidente da Comissão Europeia, Joaquín Almunia, numa entrevista à Agência Efe.

A mesma taxa é paga pelos bancos portugueses, BCP e BPI, pelos empréstimos concedidos pelo Estado a partir do envelope financeiro assegurado pela União Europeia e FMI. Este valor será aplicado no primeiro ano, nos anos seguintes haverá uma majoração de 25 pontos nos dois anos seguintes e de 50 pontos no período que for além dos três anos.

Esta taxa foi fixada pela Comissão Europeia para que o acesso dos bancos aos meios disponibilizados pelo Estado se faça em condições próximas das que encontrariam no mercado.

Tal como Espanha, também Portugal tem 15 anos para pagar o resgate financeiro, e a mesma taxa de juro de 3%.

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