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Estado dá prémio nos Certificados do Tesouro

As taxas de juro dos Certificados do Tesouro (CT) vão descer em Agosto, face ao mês que hoje termina, mas a redução é ligeira.

Paulo Moutinho 30 de Julho de 2010 às 08:45
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Com a nova remuneração, o Estado está a pagar um extra aos investidores privados, face aos grandes investidores internacionais que asseguram o financiamento da dívida nacional.


Quem subscrever este novo produto de poupança do Estado durante o próximo mês, e mantiver os títulos até à maturidade, irá auferir no máximo um juro bruto anual de 5,35%. É inferior aos 5,5% pagos em Julho, mas supera as taxas actuais de mercado, para Portugal.



Ontem, os juros das obrigações do Tesouro (OT), que servem de referência para a taxa dos CT, subiram para os 5,071%, ficando assim abaixo da remuneração oferecida neste produto, em Agosto. Só considerando a média do mês (de 5,41%), é que a taxa é inferior, mas ligeiramente. O mesmo acontece no caso das OT a cinco anos.



Naquele prazo os investidores internacionais estão a exigir um juro de 3,94% para comprarem dívida nacional. O Estado, por seu lado, vai pagar aos particulares um juro bruto de 4,30%. Em Julho, a taxa para quem mantivesse os títulos até ao final do quinto ano era de 4,45%.



As taxas descem, mas pouco. E apenas nos prazos mais longos. Nos primeiros anos da aplicação, a remuneração até sobe no próximo mês. Avança dos 1,25% para 1,40%, fruto da forte subida registada na Euribor a 12 meses, que é um dos indexantes dos CT nestas maturidades.



A subida das taxas interbancárias permitiu também um aumento na remuneração dos Certificados de Aforro que forem subscritos durante o mês de Agosto. A taxa anual bruta aumenta para 0,992%, mas é, ainda assim inferior à dos CT.


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